FESTIVAL DE BRASÍLIA: Audiodescrição Permite Que Pessoas Com Deficiência Escolham Melhor Filme

Com uma popularidade incontestável, o grupo Novos Baianos, tema do documentário "Filhos de João", de Henrique Dantas, foi celebrado com fervor pela cinéfila plateia do 42º Festival do Cinema Brasileiro de Brasília.

O filme foi escolhido como o melhor do evento, segundo o júri popular, e ganhou ainda outros três prêmios. Foi superado apenas pela ficção "É Proibido Fumar", de Anna Muylaert, grande campeã da mostra, que levou nove láureas.

Durante a festa de premiação, que terminou somente nos primeiros minutos desta quarta(25), a plateia fez coro para o cantor Moraes Moreira, que subiu ao palco com Henrique Dantas, sempre com grande ovação do público presente no lotado Cine Brasília, na capital federal. À capela, Moraes entoou: "Eu ia lhe chamar, enquanto corria a barca", o auditório foi atrás.

Além do troféu dado pelo público, o filme de Dantas, cujo subtítulo é "Admirável Mundo Novo Baiano" (menções indiretas ao grupo e a João Gilberto), abiscoitou o Prêmio Especial do Júri (espécie de vice-campeonato) e um Candango especial, pela utilização de material de pesquisa. Levou também o Troféu Vagalume, concedido pelo público portador de deficiência visual (eles "assistem" os filmes por meio de audiodescrição).

Melhor filme

Para o júri oficial e para a crítica, "É Proibido Fumar" foi o melhor filme do Festival de Brasília. Com voz embargada, Glória Pires, que foi a protagonista, levou o troféu de Melhor Atriz. Seu colega de cena, o músico (e cada vez mais ator) Paulo Miklos, ganhou como Melhor Ator, mas não estava mais em Brasília para receber a láurea.

Dani Nefussi, também do elenco de "É Proibido Fumar", ficou com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. "É Proibido Fumar", que tem estreia prevista para a próxima semana, ficou ainda com os troféus de Melhor Roteiro (Anna Muylaert), direção de arte, trilha sonora e montagem. O filme trata de um relacionamento amoroso envolvendo os personagens de Glória Pires, uma fumante solteirona à procura de um amor, e Paulo Miklos, um novo vizinho que está descasado, mas detesta cigarro.

"Quebradeiras", documentário de Evaldo Mocarzel, sobre as quebradeiras de coco babaçu do Maranhão e Tocantins, levou três candangos: Melhor Direção, Som e Fotografia. Enquanto que O Homem Mau Dorme Bem, de Geraldo Moraes, deu o prêmio de ator coadjuvante a Bruno Torres, filho do diretor.

Curtas

Entre os curtas-metragens só deu Pernambuco, dez prêmios no total. O barroco "Ave Maria ou a Mãe dos Sertanejos", de Camilo Cavalcante, foi apontado como melhor filme e ganhou outros dois troféus. Já "Recife Frio", de Kleber Mendonça, rendeu o prêmio de Melhor Direção e outras seis láureas.

O curta baiano "Carreto", de Cláudio Marques e Marília Hughes, saiu de mãos abanando, mas o terceiro representante da Bahia, o filme digital "Apreço", de Gabriel Trajano, foi lembrado na categoria direção de arte, assinada por Henrique Dantas (o mesmo diretor de "Filhos de João"). Dantas volta para Salvador com o sobrepeso de quatro Candangos (e um Troféu Vagalume) na bagagem.

Fonte: Jornal A Tarde

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