Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down Fala Sobre Audiodescrição

Imagine você assistindo a um filme de olhos vendados e toda vez que não há diálogo e o silêncio predomina ou começa um fundo musical e você é impedido de saber o que está acontecendo. Imagine uma criança,um parente seu,dentro da sala de aula,também de olhos vendados esperando para assistir um filme educativo, onde as falas acontecem e são interrompidas por um silêncio e retornam as falas já em outro contexto . Onde está o contexto que as vendas não permitem enxergar? A criança foi impedida de participar, aprender e pertencer como um igual.

Com a convenção ratificada e o direito à Educação em classe comum da escola regular ainda mais fortalecido, para crianças com deficiência intelectual o uso de todos os recursos disponíveis é também importante na sala de aula e fora dela, para cultura e educação. A acessibilidade deve ser garantida, lembrando que direitos da criança e do adolescente devem ser assegurados pelo Estado e também pela família.

Pessoas com dislexia, com autismo, pessoas idosas ,podem precisar de recursos para acesso à Educação,Cultura e Lazer. E, muito embora,nem todas as pessoas com deficiência intelectual farão uso dos recursos que precisam estar disponíveis para o acesso à Educação , à Cultura e ao Lazer, uma grande parte fará.

Como presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, pensei inicialmente em fazer um texto baseado na legislação e procrastinação de um direito, pelo descumprimento de um preceito fundamental, em função da Portaria 661 do Ministério das Comunicações.

Mas como mãe de criança com deficiência intectual,filha de pessoas já não tão jovens, amiga de pessoas com deficiência visual e conhecedora dos problemas que pais e filhos com deficiência visual enfrentam,acho que essa luta,que agora está nas mãos da Justiça,precisa de um pouco mais de atenção e sensibilidade por parte da sociedade e daqueles que militam diariamente pelos direitos humanos e fundamentais de pessoas com e sem deficiência.

Por tudo isso, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down toma para si essa causa, pois não podemos mais permitir que interesses se sobreponham às necessidades essenciais de mais de 16.000.000 de brasileiros(as) e juntos com o CVI Brasil ajuizamos a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental com Pedido de Liminar relacionada à AUDIODESCRIÇÃO.

Pedimos também que divulguem e se mobilizem ,por que agimos no nosso legítimo direito de aguir,exigir e nos indignar com violações de direitos fundamentais.

Vamos acreditar e pedir para que em 2009 sejamos firmes e tenhamos a força necessária para seguir lutando e se outras ações e mobilizações forem necessárias que venham e vamos em frente.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência vigora, e essa ação traduz esse vigor e a esperança que acalentamos, de que um dia não teremos mais barreiras e que poderemos ser completos,vivendo em uma sociedade acessível para pessoas com e sem deficiência e em um mundo que certamente nos trará mais alegrias e paz.

Claudia Grabois – presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down

Fonte: Blog Rede Inclusiva

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