3 de dezembro – Dia Internacional da Pessoa Com Deficiência

A educação e a reeducação precisam ser contínuas para que a abordagem das pessoas com deficiência em todas as divulgações existentes seja, antes de tudo, uma abordagem humana, já que estamos falando de gente; fornecendo informações verdadeiras e condizentes , no intuito de que a pessoa com deficiência assuma o protagonismo de sua história.

É urgente a erradicação tanto do preconceito, quanto do tratamento especial existente para essa parte da população, devendo prevalecer a igualdade…

Para isso é preciso discutir, apresentar e combater os estereótipos, as práticas nocivas em relação às pessoas com deficiência, em todos os espaços da vida.

Para ilustrar, em muitos casos, é preciso reafirmar que o problema é a porta estreita, a presença da escada, a falta de audiodescrição ou da legenda oculta e não a presença daquela pessoa com deficiência.

A importância de fomentar no imaginário coletivo e individual o conhecimento das capacidades e contribuições das pessoas com deficiência, para que elas sejam vistas como parte da diversidade humana e não como problema a ser eliminado ou rejeitado.

Importante considerar que as pessoas com deficiência também geram capital social e são agentes do próprio desenvolvimento.

As ações para atingir os objetivos acima mencionados campanhas públicas de conscientização, tanto pelo poder público quanto pelas organizações e pessoas com deficiência não pode parar.

No que diz respeito ao sistema educacional, enfatiza-se que todas as crianças devem ser educadas em classes comuns na escola regular de suas comunidades, contando com medidas específicas que garantam sua inclusão, para provocar o convívio, desde a infância, com essas diferenças, de maneira natural, sem negações do outro, em ambiente que represente a sociedade como ela é.

Para exemplificar, quem alfabetiza é a professora de alfabetização e quem ensina braile ou libras, por exemplo, são instrutores das salas de apoio que complementam a educação regular, quiçá ensinando a turma e a escola toda.

Afinal, o direito à educação é um direito humano inalienável e o respeito para com os direitos das pessoas com deficiência deve ser um valor construído socialmente e ensinado na prática escolar.

Registre-se que a educação regular não é uma opção dos pais e sim uma obrigação. O assunto deficiência ainda gera um tipo de emoção que impede o questionamento e a necessária reflexão das pessoas de um modo geral, quase uma comoção.

A abordagem das pessoas com deficiência na mídia sob a perspectiva de direitos humanos ainda é um fenômeno recente e por isso precisa ser trabalhada especificamente com os responsáveis pela comunicação.

Promover programas de capacitação e de sensibilização que tenham em conta as pessoas com deficiência e seus direitos, para que as pessoas saibam onde buscar a informação, seus direitos e deveres e, se for o caso, a punição em razão do desrespeito.

A informação disseminada amplamente facilite o processo de mudança, sendo utilizada para combater preconceitos, neutralizar estigmas e fortalecer o poder conferido ao cidadão para agir de forma consciente sobre as questões da pessoa com deficiência, como parte do povo.

Mudanças de atitudes e de posturas não acontecem por acaso, são resultados de lutas individuais e coletivas de organizações de e para pessoas com deficiência que interagem na construção de uma sociedade mais justa, mais humana e para todos, com a participação de pessoas com deficiência também no processo de conscientização e sensibilização social.

Por Maria Ortiz Wilsmann

Fonte: Agua Boa News

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