Ethel Rosenfeld comenta artigo de Lívia Motta

Li o texto da Lívia intitulado AUDIODESCRIÇÃO E CARNAVAL – QUE BOM SERIA… .

Gostaria de acrescentar minha opinião de pessoa cega.

Em relação ao carnaval,eu acompanho os desfiles pelo rádio, não há nada mais perfeito que ouvir os radialistas narrando o carnaval. Até quando eu ia assistir no Sambódromo, sempre levava meu radinho de pilhas … E alguém poderia me perguntar: "… porque você não fica na sua casa, no seu conforto, já que você não enxerga e ouve pelo radinho?".

Minha resposta: é maravilhoso estar no sambódromo, mesmo sem enxergar, nosso corpo vibra com a energia que rola e, principalmente, quando a bateria chega perto de nós, não dá para descrever em palavras a loucura que é, meu corpo sacode junto com a bateria e meu coração só falta explodir de tanta emoção.

Em relação à audiodescrição em geral, com certeza o mundo seria muito melhor para nós, pessoas cegas. Você não imagina como fico chateada, assistindo uma novela ou filme, e o silêncio toma conta da tela … Fico tentando encontrar, por telefone, alguém que esteja assistindo o mesmo programa que eu, para perguntar: o que está acontecendo…?

Pra mim, um dos grandes absurdos, foi na Caras & Bocas, que tivemos a Danieli em cena e, quanto eu perdi de informação …

É por aí, temos que continuar na guerra ou esperar que um dos grandes Globais, sinta na pele o que é ser cego. Quem sabe essa realidade muda? E a acessibilidade à informação consiga falar mais alto do que os $$$$$$?

Ethel.

Mais sobre audiodescrição
Para responder a pergunta como se produz audiodescrição na televisão, te convido a percorrer uma
Já teve curiosidade de saber como são feitos os recursos de acessibilidade hoje presentes em
Tendo como moderador Edson Moura, a seção das 15h30 da sala 17 do Congresso da


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