Acesso à Informação e à Comunicação no Mundo Virtual para Todas as Pessoas

Durante séculos, a existência de pessoas com deficiência foi ignorada, desconhecida ou desconsiderada sempre que fontes como as autoridades constituídas e/ou os setores da sociedade civil: (1) aprovavam leis aplicáveis supostamente a toda a população, (2) construíam ambientes destinados supostamente a toda a população, (3) formulavam políticas públicas que beneficiariam supostamente toda a população, (4) instalavam programas e serviços utilizáveis supostamente por toda a população.

Nesses vários cenários, destaco, em função da RBTV, apenas um eixo transversal: a comunicação bilateral entre fonte e usuário. Portanto, para as fontes acima, as pessoas com deficiência não eram consideradas usuárias, nem mesmo potencialmente. A comunicação entre fonte e usuário estava bloqueada inadvertidamente ou até deliberadamente.

Entretanto, as pessoas com deficiência demandaram a acessibilidade comunicacional a partir de 1980, em termos mundiais e de início timidamente. No decorrer dos últimos 30 anos, essa demanda cresceu e se organizou, tornando-se um poder de pressão junto às autoridades constituídas e à sociedade civil com o objetivo de exigir plena acessibilidade comunicacional em todos os ambientes abertos supostamente a toda a população.

As pessoas com deficiência passaram não só a exigir essa acessibilidade, como também a oferecer conhecimentos e informações sobre os modos pelos quais o acesso comunicacional deveria e deve acontecer.

Nesse período de três décadas, surgiu e se desenvolveu o lema "Nada sobre nós, sem nós". Ele significa que nada (lei, política pública, benefício, programa, serviço, ambiente físico, transporte, tecnologia etc.) a respeito de pessoas com deficiência deverá ser feito sem a participação das próprias pessoas com deficiência em todo o processo de feitura: formulação, discussão, definição, aprovação, implementação, monitoramento, avaliação e reformulação.

Baixe a íntegra deste artigo

Mais sobre audiodescrição
O cinema, como arte audiovisual, se comunica por meio de uma linguagem. No que se
A Editora Catarse lançou o Manual de audiodescrição para produtos jornalísticos laboratoriais impressos, de Daiana
Este artigo, intitulado Problematização da Acessibilidade Comunicativa para Pessoas com Deficiência, promove a problematização inicial


Mais sobre audiodescrição
O cinema, como arte audiovisual, se comunica por meio de uma linguagem. No que se
A Editora Catarse lançou o Manual de audiodescrição para produtos jornalísticos laboratoriais impressos, de Daiana
Este artigo, intitulado Problematização da Acessibilidade Comunicativa para Pessoas com Deficiência, promove a problematização inicial