Audiodescrição emociona deficientes visuais em Curitiba

Deficientes visuais ligados ao Instituto Paranaense de Cegos, à Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu) e alunos DVs da rede pública da Secretaria de Educação do Paraná, junto com seus acompanhantes puderam assistir à peça "A Farsa da Boa Preguiça" por meio do recurso da audiodescrição que, pela primeira vez, foi levado ao evento.

Deficientes visuais assistem a peça em Curitiba

O espetáculo inclusivo esteve em cartaz no sábado e domingo durante a programação do Festival de Teatro de Curitiba, maior evento do gênero do Brasil. Cerca de 50 pessoas riram e se emocionaram com o texto de Ariano Suassuna, que conta a historia de um preguiçoso metido a poeta que quer se dar bem na vida. Para melhorar ainda mais o entendimento, os DVs receberam a sinopse da peça com elenco, em braile e em letra aumentada, para aqueles que possuem baixa visão.

Suassuna, que ministrou um workshop durante o festival, estava na plateia no sábado. Na mesma noite, o diretor territorial da Vivo, Antonio Pizarro, também assistiu ao espetáculo, fazendo questão de acompanhar a apresentação com fones de ouvido.

Após a apresentação, público reune-se em frente ao teatro

Logo depois do término da apresentação, Terezinha Aparecida de Lima, 41 anos, elogiava muito o espetáculo. Ela já havia assistido a filmes com o recurso, mas no teatro era a primeira vez. "No teatro o trabalho do audiodescritor é ainda maior porque os atores às vezes improvisam e o espaçamento das falas podem aumentar ou diminuir. No filme isso não ocorre. Mesmo assim, o trabalho deles foi muito bem feito. Adorei!,". comentou.

Para Márcia Gonçalves Dias que nunca havia tido acesso ao recurso, a noite foi muito especial. "Quando que eu ia imaginar isso. Nem os nossos professores imaginavam. A gente se sente realmente incluído. Foi um presente", comentou ela. A alegria foi tanta e os elogios aos audiodescritores tamanho que ela fez questão de conhecer Marli Fernanda Nunes e Carlos Eduardo Marçal da Silva que fizeram as descrições das cenas.

Os dois trabalharam na adaptação do roteiro ao lado de Lívia Motta coordenadora de acessibilidade do programa Vivo EnCena. "Foi muito trabalho, principalmente por ser uma peça longa, de mais de duas horas" comenta Lívia. Outro desafio foi enfrentado na última hora. A atriz Bianca Byington quebrou o pé na noite de sexta-feira durante o espetáculo "Os Saltimbancos", por isso precisou fazer as apresentações de "A Farsa da Boa Preguiça" em uma cadeira de rodas. O fato resultou em mudanças em cima da hora no texto da audiodescrição. "Tivemos que adaptar esta condição dela às cenas, que às vezes entrava no palco empurrada por algum outro personagem", comenta Lívia

Márcia entre os audiodescritores Fernanda e Eduardo

Fonte: VIVO – assessoria de comunicação

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