Acessibilidade insere deficientes em eventos voltados à arte

Pensando em valorizar e facilitar o acesso a todo o tipo de público, o XIV Festival Amazonas de Ópera (FAO) além de oferecer, como na última edição, o serviço de audiodescrição ao público com necessidades visuais, oferece também aos portadores de necessidades auditivas o serviço de libras.

Nesse festival, foi inserido um telão acima da legenda, onde aparecem dois professores que interpretam gestualmente, e em tempo real, toda a ação desenrolada no palco. A técnica foi utilizada no último concerto de Natal, em 2009.

Desde o ano passado, pessoas portadoras de necessidades visuais podem contar com o sistema de audiodescrição, implantado a partir de uma parceria da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) com a empresa Vivo. O serviço funciona da seguinte maneira: no terceiro andar do Teatro Amazonas (Centro) foi montada uma cabine, onde dois locutores narram, pelo microfone, tudo o que acontece durante a apresentação. Por meio de fones, as pessoas na platéia recebem as informações. "Os locutores narram aquilo que acontece no palco, os gestos, o vestuário, como a pessoa está, a forma de caminhar, como se coloca no palco e a postura", disse o gerente da Biblioteca Braile do Estado do Amazonas, Gilson Pereira.

Na década de 80 surgiu nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França, o sistema de audiodescrição. O Teatro Amazonas foi o primeiro da América Latina a oferecer durante uma ópera o sistema, no dia 28 de abril de 2009, durante o espetáculo "Sansão e Dalila". No Teatro Vivo em São Paulo, a técnica começou a ser utilizada em 2006 para outros tipos de apresentações.

Gilson afirma que, nesse festival, são oferecidos gratuitamente 30 lugares com acompanhante para portadores de necessidades visuais, auditivas e para cadeirantes. "O projeto oferece às pessoas com deficiência visual a possibilidade de, naquelas três horas, poderem enxergar aquilo que está acontecendo. Esse é um dos maiores projetos de acessibilidade cultural voltado ao cego nesses últimos tempos em Manaus. Você pode enxergar naquelas três horas com o cérebro, o que outros enxergam com olhos", disse.

Segundo Gilson Pereira, no dia 30 de abril, durante a ópera Yerma, de Heitor Villa-Lobos, compareceram 10 deficientes visuais, quatro deficientes auditivos e dois cadeirantes. As técnicas especiais para o público surdo-cego estará à disposição no dia 23, no Teatro Amazonas, com a ópera Lo Schiavo. E, no fechamento, dia 30, no Largo São Sebastião, também com o mesmo espetáculo.

O secretário de Cultura, Robério Braga, reafirmou a preocupação em disponibilizar a toda a população o direito a arte, tanto que, no Teatro Amazonas, além de lugares especiais para cadeirantes, deficientes audiovisuais, as pessoas que sofrem de obesidade também possuem lugares especiais. Braga disse também que o Estado possui diversas ações voltadas às pessoas com necessidades especiais. Entre elas, ele cita a biblioteca braile e o curso pré-vestibular para deficiente visual. "Além de editarmos livros em braile e falados, implantamos o piso tátil no sambódromo e na praça Heliodoro Balbi. Também integramos o Conselho Estadual de Defesa das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais", explica.

Fonte: Amazonas Em Tempo

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