Palco gira para o lado da dança

Na 4ª edição do maior evento de artes cênicas do País, o festival chega ao Recife trazendo ao todo sete espetáculos de dança. Vale salientar: é das coreografias a responsabilidade de abrir e encerrar a maratona de espetáculos na cidade. E quem dá a pirueta inicial na programação que começa sábado no Teatro Barreto Júnior é o pernambucano Grupo Experimental, representante único do Estado no circuito nacional do Palco Giratório em 2010.

O espetáculo Zambo traduz o movimento do Manguebeat em forma de coreografia. Quando Pernambuco ainda sofria com a recente morte de Chico Science, em 1997, a companhia criou uma forma de perpetuar a sua estética político-artística. Em 2009, um novo elenco remontou a coreografia, que ganhou uma nova leitura de movimentos e dinâmicas. Após cumprir turnê pela Europa, o espetáculo marca não apenas a estreia do festival, mas também a primeira apresentação da nova Zambo no Recife.

Até o final do mês, 30 companhias de todo o País pisam nos palcos pernambucanos. Destes, 15 foram selecionados pela curadoria nacional e outros 15 foram convidados pela organização local. Segundo a coordenadora geral do evento em Pernambuco, Galiana Brasil, a escolha dos grupos foi feita em cima de um concreto trabalho de pesquisa desenvolvido pelas próprias companhias.

Diversos grupos participam do Palco com mais de um espetáculo, como é o caso de Razões Inversas (SP), que volta com Anatomia frozen – excelente peça apresentada na última semana no Teatro Apolo – e a premiada Agreste, também sucesso de público e crítica. No mesmo quadro se encaixa a Cia Tato Criação Cênica (PR), que faz um teatro original e criativo apenas com o uso das mãos. O grupo traz o espetáculo E se… para o público infantil, mas também deve agradar os adultos com as sérias questões abordadas em Tropeço.

Também destaque no festival é a montagem potiguar de Deus danado. O festival já recebeu três montagens diferentes do mesmo espetáculo, em edições anteriores. A produção é da Cia Máscara de Teatro, e tem dramaturgia assinada por João Denys. O monólogo A obscena senhora D, montada pelo Circo do Silêncio (SP) é outra promessa do festival.

Um projeto de inclusão marca esta edição do Palco Giratório. Pela primeira vez, o evento oferece o serviço de audiodescrição de peças para as pessoas com deficiência visual. Os espetáculos Leve, O fio mágico, Guerreiros da bagunça e Um rito de mães serão narrados simultaneamente de uma cabine com isolamento acústico. Outra boa notícia é que será permitida a entrada de cães-guias nos teatros. Instituições interessadas em inscrever grupos devem mandar e-mail para palcogiratoriope@gmail.com.

 

Também já estão abertas as inscrições para as oficinas e palestras que acontecem durante o festival.

Fonte: FETEAPE   

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