Teatro e dança do Brasil nos palcos do Recife

Atores e dançarinos circulam pelo Brasil mostrando sua arte. Espectadores conhecem montagens de todo o País sentados em suas poltronas. Vai começar a 14ª edição do Palco Giratório, festival de artes cênicas que, no Recife, dá o start neste sábado (8) e vai até o último dia do mês de maio. São apresentações diárias em sete teatros do Recife e um de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana, com 35 peças de teatro adulto, infantil, de bonecos e dança, representadas por 30 grupos.

zambo

"Não recebemos inscrições. Nossa curadoria nacional é que vai em busca de companhias que têm uma linguagem própria, diferenciada, que fazem trabalho de pesquisa e, geralmente, não têm subsídios. Dificilmente se verá um ator da Globo no Palco Giratório", explica Galiana Brasil, coordenadora no Recife e analista de artes cênicas do Sesc/PE, que promove o circuito.

A seleção acontece em dois momentos. Primeiro, os curadores de vários Estados se reúnem para eleger 15 grupos que vão circular pelo País. De volta à cidade, a coordenação local pinça outras 15 companhias – igualmente de qualquer lugar do Brasil – para apresentação apenas naquele município.

Entre os selecionados para compor o grupo que gira as regiões, há um pernambucano. A Companhia Experimental vai apresentar duas montagens, Zambo e Conceição, em 41 cidades. Ambas também serão encendas no Recife, sendo Zambo a peça de estreia do Palco Giratório aqui. Montada em 1997, ela recebeu uma recauchutada ano passado, para turnê pela Europa. Chega ao Recife com novos figurino, cenário e elenco. "O festival também abre espaço para espetáculos que estão na cena há alguns anos, consolidados. Zambo marcou uma geração, mas muita gente não o viu. Por isso o escolhemos", explica Galiana.

Pessoas com deficiência visual, que dificilmente se dispõem a ir aos teatros, terão um grande atrativo para comparecer ao Palco Giratório. Quatro peças do festival vão contar com a áudio-descrição, como explica a mestranda em educação inclusiva Andreza Nóbrega, à frente do trabalho.

"A técnica de tradução visual narra o movimento dos atores, fala sobre cenário e figurinos. São as imagens em palavras", diz Andreza, que também é atriz. Para contar o que está acontecendo no palco, a roteirização é feita antecipadamente, numa parceria do educadora com as companhias artísticas. Logo ao chegar ao teatro, os que requisitarem o equipamento (40 serão disponibilizados) recebem informações sobre o local, como detalhes escritos em placas e o que está sendo visto nos corredores da casa.

A áudio-descrição é feita diretamente de uma cabine com isolamento acústico, e as pessoas usam fones individuais. A narração é feita durante os intervalos silenciosos dos diálogos, para que não atrapalhe o vizinho de poltrona. Com a novidade, é possível que cães-guias sejam percebidos nos teatros – a legislação garante que o deficiente visual entre em qualquer espaço público com o animal.

As montagens escolhidas para o projeto piloto, exclusivo do Recife, foram Um rito de mães (adulto), Guerreiros da bagunça (infantil), O fio mágico (bonecos) e Leve (dança). Instituições que queiram agendar a ida de grupos aos teatros podem mandar um e-mail para palcogiratoriope@gmail.com.

Para o próximo ano, o desafio é incluir a técnica de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) para deficientes auditivos.

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