Reunião do Provedor Luís de Magalhães e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social

No dia 17 de Junho de 2010, o Promotor do Cidadão com Deficiência do Município do Marco de Canaveses, Luís de Magalhães, em representação dos Provedores do Cidadão com Deficiência de Portugal, deslocou-se à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, em Lisboa, para reunir-se com o Presidente daquela Entidade, Azeredo Lopes.

Sendo uma voz activa dos Cidadãos com Deficiência, Luís de Magalhães apelou para uma maior preparação e sensibilização por parte dos jornalistas sempre que apresentam algo relacionado com as pessoas com deficiência, argumentando ainda que "os meios de comunicação têm o dever de dar a perceber a deficiência como um problema humano. E educar os meios de comunicação social significa colocá-los ao serviço de uma sociedade inclusiva e para todos".

Por outro lado, Luís de Magalhães, referiu que 10% da população portuguesa – acompanhando também a estatística europeia – tem algum tipo de deficiência e que é raro ver-se pessoas com deficiência na televisão. "A maior parte das pessoas com deficiência que vemos na televisão, aparecem para "pedir alguma coisa, algum instrumento que lhes permita atenuar as dificuldades e diminuir a sua incapacidade em relação aos demais".

Neste sentido, o Promotor marcoense referiu ser uma necessidade urgente ver pessoas com deficiência na televisão, mas nas suas diversas áreas de programação e enfatizou "há pessoas com deficiência qualificadas e com competências suficientes para participar em debates, em conversas, em concursos, exercer a profissão de jornalismo, tal como já se faz noutros países". Na continuidade disse ter ficado triste com o facto de uma pessoa com deficiência ter sido afastada de um concurso televisivo por fazer-se locomover com o auxílio de uma cadeira de rodas – situação que, na altura, mereceu um reparo por parte do Provedor do Telespectador.

Foi ainda sugerido pelo Promotor do Marco de Canaveses que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social possa fazer alguma coisa no sentido de dar conhecimento aos Directores de Programação e de Informação de que os estúdios devem estar preparados para todos. Também apresentou uma proposta para que em horário nobre haja um "minuto verde" ou um anúncio publicitário diferente em cada mês e em qualquer canal de televisão (também nas operadoras de cabo) que mostre a pessoa com deficiência pela positiva e que divulgue boas práticas. "Só assim, gradualmente, mostraremos à sociedade que as pessoas com deficiência, acima de tudo são pessoas. Todos somos pessoas".

Luís de Magalhães também deu especial realce às Acessibilidades na Televisão Digital e Interactiva, particularizando os casos do serviço de Áudio-descrição (quase inexistente, apenas com "algumas experiências") para cegos e do caso do serviço de Legendagem e do uso da Língua Gestual para surdos. É necessário apostar mais nestes serviços e vivemos uma época privilegiada, já que os aparelhos de recepção do sinal de televisão, quer seja por cabo, quer seja por televisão digital terrestre poderão adoptar este sistema de funcionalidades.

Azeredo Lopes, por seu turno acolheu muito bem estas ideias, importantes para adoptar no relatório que está a preparar.

Fonte: Portal AJUDAS.COM

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