43º Festival de Cinema de Brasília terá acessibilidade

43ª edição do Festival de Cinema de Brasília projeta um público de cerca de 70 mil pessoas

acessibilidade aos deficientes visuais e auditivos é novidade do Festival de Cinema de Brasília. Para assegurar o direito igualitário à cultura, os filmes foram legendados, e os deficientes visuais contam com um sistema de audiodescrição.

O evento, que acontece de 23 a 30 de novembro, no Cine Brasília, terá mostras competitivas de curta e longa-metragem em 35 milímetros, além de curtas digitais. No total, serão distribuídos R$ 555 mil em prêmios. Gustato Serrate, diretor de "Bastar", concorre na categoria curta-metragem.

André e Bastar tinham um mesmo objetivo: lutar por uma vida melhor. Em 1981, quando os jovens irmãos tocantinenses chegaram a Brasília, um açougue foi o único lugar a lhes oferecer emprego. Mas, em uma noite de lua cheia, a casa dos irmãos foi invadida e, sem motivo aparente, um desconhecido matou André. A partir desse dia, o assassino feroz passou a voltar, sempre nas noites de lua cheia. Cansado de fugir, Bastar decidiu, então, fazer justiça. E, de caça, se tornou caçador.

A saga dos irmãos tocantinenses é o centro do curta-metragem "Bastar", dirigido por Gustavo Serrate, que será exibido na 43ª edição do Festival de Cinema de Brasília (FBCB). O evento, que será realizado de 23 a 30 de novembro, no Cine Brasília, deverá receber um público de aproximadamente 70 mil pessoas.

A produção de Serrate será apenas uma das diversas histórias apresentadas. A expectativa do diretor é que "Bastar" seja indicado para concorrer entre as mostras competitivas. "Foram quase oito meses de muito trabalho e dedicação. Não é nada sofisticado, mas a qualidade técnica é muito boa", garante o diretor. "Vale a pena conferir o resultado".

Esta será a terceira vez que Gustavo participará do Festival de Cinema de Brasília. A produção inclui mais de 30 profissionais, entre atores, produtores e o diretor. "Estou ansioso para saber a opinião da população", confessa Serrate.

Neste ano, o Festival de Cinema de Brasília contará com mostras competitivas de curta e longa-metragem em 35 milímetros, além dos curtas digitais. Ao todo, serão distribuídos R$ 555 mil em prêmios. Além de assistir aos filmes, o público ainda poderá participar de encontros e acompanhar debates, seminários e lançamentos de livros, entre outros.

Festival de Cinema de Brasília: Mais de meio milhão em prêmios

Seis filmes de longa-metragem e até 12 filmes de curta ou média-metragem participarão da mostra competitiva de filmes em 35 milímetros. Todas as obras precisam ter sido concluídas depois de outubro de 2009 e, preferencialmente, não devem ter sido premiadas em festivais nacionais.

Já a mostra competitiva digital será composta por filmes de curta-metragem digital, de até 20 minutos, captados em 8 ou 16 milímetros ou em vídeo digital (resolução 720×480 pixels). A duração do conjunto das mostras digitais não poderá ultrapassar a marca de 360 minutos.

Dos R$ 555 mil em prêmios, R$ 220 mil serão destinados aos longas-metragens em 35 milímetros, R$ 70 mil para os curtas ou médias-metragens em 35 milímetros e R$ 65 mil para os curtas em formato digital. O júri popular premiará dois títulos em 35 milímetros (R$ 30 mil para o melhor longa-metragem e R$ 20 mil para o melhor curta ou média-metragem). Outros cerca de R$ 150 mil serão distribuídos por parceiros e patrocinadores do evento.

Festival de Cinema de Brasília: Referência na sétima arte

Idealizado em 1965, pelo crítico de cinema Paulo Emílio Salles, o Festival de Cinema de Brasília é visto atualmente como referência em termos de crítica e de difusão da sétima arte. Nasceu no início da ditadura militar, devido ao caráter contestatório, o evento chegou a ser proibido entre os anos de 1972 e 1974.

Desde os primeiros anos, uma constelação de artistas já passou pelo tapete vermelho do Festival de Cinema de Brasília. Nomes como Fernanda Montenegro, Grande Otelo e Arnaldo Jabor, por exemplo, foram premiados durante a primeira edição do FBCB. Entre as marcas registradas do festival estão a fidelidade à produção nacional, o espaço dado aos novos nomes o público, considerado como extremamente crítico. Para os cineastas, o evento funciona como um termômetro: se o público local aprovar, é sucesso garantido.

Em 2009, o vencedor do Festival de Cinema de Brasília foi o longa-metragem "É Proibido Fumar", de Anna Muylaert, que levou um prêmio de R$ 80 mil. Protagonizado por Glória Pires e Paulo Miklos, a obra também venceu o prêmio da crítica. Na noite em que o filme foi exibido, o público foi ao delírio, no Cine Brasília. "É Proibido Fumar" ganhou oito prêmios, entre eles os Candangos de melhor filme, de melhor roteiro, melhor atriz (Glória Pires) e melhor ator (Paulo Miklos), ex-integrante da banda Titãs.

Serviço

Festival de Cinema de Brasília
As inscrições poderão ser feitas até o dia 30 de setembro. A ficha e o regulamento estão disponíveis nos sites da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal e do próprio festival.

O Festival de Cinema de Brasília não será restrito ao Plano Piloto. Na praça do Centro Cultural Itapuã e no Gama, a população poderá acompanhar as produções exibidas na mostra 16 milímetros.

A acessibilidade aos deficientes visuais e auditivos é outra novidade do FBCB. Para assegurar o direito igualitário à cultura, os filmes foram legendados, e os deficientes visuais contam com um sistema de audiodescrição.

Saiba mais sobre o Festival de Cinema de Brasília:

Fonte: Agência Brasília

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