Cegos desfilam a moda da inclusão

Com os braços parados na cintura e pose de modelo, o deficiente visual Laudemir, de 43 anos, mostrou que as dificuldades não são um obstáculo para quem está disposto a dar um show na passarela, mesmo sem a visão. Ele, ao lado de mais 39 alunos do Centro Educacional "João Fischer Sobrinho" farão um desfile de moda hoje, às 20h, no Teatro Vitória.

Modelos com e sem deficiência desfilam juntos

PraCegoVer: Aluna de escola acompanha modelo com deficiência em desfile de moda

A prévia do desfile de moda inclusiva ocorreu ontem no palco do teatro, onde 10 integrantes do centro acompanhados de 10 alunos do Colégio Portinari, mostraram um pouco do desfile preparado para a noite de hoje.

O resultado foram muitos aplausos e o sentimento de superação e gratidão ao apoio da sociedade, representada pelos alunos do colégio e duas lojas de Moda de Limeira, que vestiram todos os modelos.

"Todos se dedicaram muito e tiveram paciência para preparar o evento", declarou a coordenadora da área visual do centro, Adriana Casemiro Mastrelo. O evento "Vida Iluminada entre Amigos" existe há cinco anos e esta será a primeira edição com um desfile de moda inclusiva. "No curso de audiodescrição, participamos de desfiles em São Paulo e Rio de Janeiro e trouxemos esta ideia para o interior", contou.

Para a realização do desfile de moda inclusiva, o centro contou com o apoio de 40 alunos do Colégio Portinari, que acompanham cada deficiente visual. As duplas mostraram ontem desenvoltura na passarela, como as amigas Juliana, 14, que é cega, ao lado de Gabriela, 12, aluna do Portinari. "Fiquei um pouco nervosa no início, mas depois me soltei e adorei. Outras escolas podem fazer o mesmo", falou Juliana que desfilou pela primeira vez.

A colega Gabriela afirmou que a sua participação em eventos, que priorizam a inclusão social, precisa continuar. "Esta deve ser apenas a primeira iniciativa", disse.

Ensaio do desfile de moda inclusiva

PraCegoVer: Deficientes visuais e alunos do Portinari no ensaio do desfile de moda incousiva

INSCRIÇÕES ESGOTADAS

O Colégio Portinari participa de várias atividades do "João Fischer" há mais de quatro anos. De acordo com a diretora da escola, Marli Bilatto de Oliveira, a adesão ao desfile de moda inclusiva foi tão grande, que foi necessário um sorteio para definir os 40 alunos, que acompanham os cegos. "Haviam 40 vagas para 82 inscritos. Como eles já tem esse contato com os deficientes visuais, todos querem participar de qualquer projeto que enfoque a inclusão", falou.

A outra diretora do colégio, Margareth C. C. S. Roberto, acredita que foi criado um vínculo forte entre os alunos das duas instituições. "Nasceu uma amizade, que traz resultados positivos para ambos", disse.

A parceria entre o centro educacional e uma escola particular motiva os deficientes visuais a superarem as limitações, aumentando a sua autoestima, e aos alunos, fica a lição da inclusão e da quebra do preconceito. "Sempre participo de ações sociais e acredito que estes trabalhos nos mostram a realidade, para que não existam preconceitos", falou a aluna Bárbara, 14. Para o deficiente visual, Laudemir, o apoio de Bárbara trouxe à ele a primeira experiência de um desfile de moda inclusiva, onde um cego é o modelo.

Fonte: Jornal de Limeira

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