Acessibilidade da mídia brasileira

Estações de rádio podem ser acessíveis aos surdos. Da mesma forma, emissoras de TV, jornais e revistas podem ser acessíveis aos cegos. Basta que as concessionárias de radiodifusão e os comunicadores, de forma geral, respeitem não só a legislação, mas principalmente disponibilizem as tecnologias de acessibilidade voltadas às pessoas com deficiência.

No Brasil 24,6 milhões de pessoas têm alguma deficiência. Esse público, formado por cidadãos com dificuldades de visão, audição, mobilidade ou intelecto, acessam os meios de comunicação e informação, principalmente àqueles que disponibilizam adequados sistemas de acessibilidade.

Se os veículos de comunicação adequarem e disponibilizarem corretamente as ferramentas de acessibilidade ganharão uma nova audiência: 6 milhões de novos telespectadores com deficiência auditiva e mais 17 milhões de telespectadores com deficiência visual.

Ferramentas de acessibilidade a serem oferecidas pelos veículos de comunicação.

Legenda, audiodescrição, Língua de Sinais e braile são algumas das ferramentas que levam informação para o consumidor, para o eleitor, para o esportista, para o empresário, para o funcionário, enfim, para o telespectador/ouvinte/leitor com deficiência.

Conheça, abaixo, mais informações sobre essas ferramentas.

Closed caption:

É um recurso de legenda oculta que reproduz na tela da TV as falas dos apresentadores e de personagens de novelas, filmes, desenhos animados, entre outros. O recurso fornece informação escrita sobre o ambiente da cena ao descrever indicações de sons como portas se abrindo, aplausos, trovões e até trilhas sonoras. Basta que o usuário pressione uma tecla específica do controle remoto para ter acesso a esse tipo de informação.

Este recurso promove o acesso à informação não só dos surdos, mas também de idosos com perda de audição e de ouvintes nas mais diferentes situações. A tecnologia é utilizada também em alguns lugares públicos – como bares, restaurantes, consultórios médicos, academias – que costumam ter ruídos de carros, telefone, pessoas conversando.

Ao acionar uma tecla no controle remoto é possível ler o que está sendo falado na programação.

Língua Brasileira de Sinais.

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é disponibilizada por algumas emissoras de TV. Seu formato corresponde a um espaço delimitado no vídeo onde as informações são interpretadas na Língua Brasileira de Sinais. Entretanto, nem todos os programas televisivos contam com esse recurso e, quando o disponibilizam, não o fazem em um formato adequado. Para compreender a LIBRAS é necessária a visualização dos gestos das mãos e da expressão facial, mas, normalmente, a veiculação da imagem é feita em pequenas janelas no canto da tela, fugindo do modelo ideal.

Audiodescrição.

A audiodescrição é uma narração objetiva das imagens visuais que aparecem nas cenas de uma novela, documentário, matéria, filme, e que não estão contidas nos diálogos. São descritas expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela. As descrições acontecem nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, não se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação audiodescrita se harmoniza com os sons do audiovisual. É voltado para as pessoas com deficiência visual.

Sistema Braile.

O Sistema Braille é um sistema de leitura e escrita tátil que consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e integração dos deficientes visuais na sociedade.

Fonte: Blog do Paulo Branco Radialista

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