Teatro Apolo: A revolta dos brinquedos amplia público

Peça vai contar com os recursos de audiodescrição e tradução para libras de hoje até o dia 17.

Está na Constituição. Todos são iguais perante a lei. Se na prática esse princípio fosse aplicado, talvez nossa vida fosse muito mais justa. Tente rememorar. Da última vez em que você esteve no teatro ou, vamos lá, no cinema, que é mais popular, quantas pessoas cegas estavam na plateia? Havia algum surdo? Não, não é comum.

Isso porque os produtos culturais não conseguem ser acessíveis a esse público. Algumas iniciativas, no entanto, tentam mudar esse quadro. Uma delas começa neste sábado, às 16h30, no Teatro Apolo, no Bairro do Recife. A peça A revolta dos brinquedos contará com os recursos de audiodescrição e tradução para libras.

A iniciativa partiu de uma inquietação do diretor José Francisco Filho. Certo dia, ele estava no teatro e uma mãe chegou com o seu filho na cadeira de rodas. Perguntou se seria fácil para o garoto entrar na sala. "Disse que mesmo que não fosse, daríamos um jeito. Mas aquilo me despertou. E comecei a perceber a ausência desse público, não com dificuldade de locomoção, mas dos cegos, surdos, no teatro", conta.

Algumas outras iniciativas de audiodescrição (os cegos ou pessoas com baixa visão recebem fones de ouvido e ouvem algumas informações importantes para o entendimento da obra) já foram realizadas no Recife, principalmente com a ajuda de um grupo da Universidade Federal de Pernambuco, o Imagens que falam. Mas a tradução para libras é menos comum. "As pessoas diziam que atrapalharia o público geral ter alguém interpretando. O que os especialistas dizem é que, depois dos dez minutos, só olha para o tradutor quem precisa", diz o diretor.

A peça A revolta dos brinquedos será encenada sábados e domingos, às 16h30, até o dia 17.

Ingresso: R$ 20 e R$ 10.

Pollyanna Diniz

Fonte: Diário de Pernambuco

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