Jornal da Tarde: Audiodescrição leva cultura a deficientes visuais

p align=”justify”>Josias Angelo da Silva Neto, de 26 anos, é deficiente visual há três anos e gosta de se divertir. Mas fica em casa muitas vezes porque não encontra equipamentos culturais com o recurso da audiodescrição para ajudá-lo em seus momentos de lazer. Ele acredita, porém, que as coisas estão mudando e que os espaços estão se adaptando.

A audiodescrição transforma em palavras imagens de um filme, de uma peça de teatro, de uma exposição de arte, entre outros. "Isso é essencial para não perder o enredo e nenhum detalhe do que procuro ver", diz Neto.

Em 2007, Maurício Santana, de 39, abandonou a publicidade para se dedicar à audiodescrição. "É fascinante ajudar o deficiente visual a aproveitar integralmente o que busca para seu lazer".

O trabalho é dividido em três etapas e, para exercê-lo, é preciso fazer um curso: a primeira é pesquisar e entender o contexto da obra a ser descrita. A segunda é preparar um roteiro que o ajudará durante a audiodescrição. E por fim vem a narração. No caso de um filme, a descrição ocorre nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre os ruídos sonoros para permitir uma harmonia entre as falas dos atores e a nossa. "Expressões faciais, figurinos, mudança de tempo e espaço, leitura de créditos e cenário são importantes para o deficiente entender a obra por completo".

E foi com a ajuda de Maurício e de seu colega de trabalho Leonardo Lazari, de 34, que o funcionário público Cássio Gregório assistiu pela primeira vez no cinema a um filme estrangeiro em seus 32 anos de vida. Trata-se do longa metragem Um Homem que Grita, do africano Mahamat Saleh Haroun (leia a entrevista abaixo), um dos quatro filmes com audiodescrição exibidos na 34ª edição da Mostra Internacional de Cinema, que encerrou na quinta-feira (04).

Enquanto Maurício descrevia as cenas, Lazari traduzia os diálogos. "Foi emocionante ter tido acesso a um conteúdo que não tinha até então", diz ele que tem 20% de visão e com um fone ouviu a descrição do filme.

O recurso, apesar de não existir em salas comerciais de cinema, já chegou aos museus. "Quando todos estiverem equipados falaremos de inclusão de uma maneira plena", diz Gregório.

Confira um trecho do filme Incuráveis, com Dira Paes e Fernando Eiras. Lançado em 2005, o longa-metragem sai ano que vem em DVD com recurso da audiodescrição:

por MARCELA SPINOSA

Fonte: Jornal da Tarde

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