Finalizada a filmagem de Afônica

Um filme, uma muda, o pão na chapa, uma equipe sensual e os dias inesquecíveis

por Maurício Lídio

"É, acabou". Finalmente acabaram as filmagens do curta metragem musical "Afônica". Foram 5 dias de imersão total no projeto. 5 dias de dificuldades. 5 dias de emoções. 5 dias inesquecíveis.

Da minha pequena carreira audiovisual, devo dizer que essa foi a equipe mais em sintonia com que já trabalhei. Não foi o SET mais emocionante, até porque tudo foi pensado nos mínimos detalhes, para que essas emoções fossem apenas de coisas boas e não aquela emoção de "ai, será que vai dar tudo errado?".

Confesso que a experiência de produzir e dirigir um filme foi muito engrandecedora para mim. Pois, até então, apesar da minha formação como produtor cultural, só havia dirigido e roteirizado filmes. Esse agora tem muito de mim, dirigi, roteirizei, produzi, editarei, ajudei com a fotografia, com a cenografia, enfim. Mas além desse muito de mim, tem muito de pessoas especiais com quem tive o prazer de trabalhar.

No filme terá o muito de Vanny Araújo, a diretora de arte/cenógrafa/maquiadora que fez um trabalho muito bom e conseguiu transformar minhas loucuras em realidade. Você vai ver muito de Gabriela Lopes, a figurinista/maquiadora que entrou no projeto meio sem conhecer ninguém e se tornou uma pessoa tão essencial no SET. Muito de Weslley Sacramento que mostrou ser uma pessoa muito profissional e que fez um trabalho muito bom na direção de fotografia. Windson Santos, continuísta e companheiro de outras aventuras cinematográficas, também deixou sua marquinha no filme, sempre atento e prestativo. Otoniel Catarino, que também chegou meio que de paraquedas e conquistou seu lugar fazendo suas belas fotografias de Still. E Mariana de Paula (Ah, que menina prestativa), inteligente, criativa e profissional. Vem fazendo um lindo trabalho no design do projeto, foi assistente de produção e até fez uma lasanha muito gostosa pra equipe. André Dias, uma das almas do projeto, deu vida às canções do filme e dará vida a uma bela trilha sonora que vocês ouvirão durante todo o filme. Isso mesmo, durante TODO o filme.

E os atores? Ótimos seria um apelido. Lindinete Pereira, diretora teatral, atriz, produtora, mãe (o que essa mulher não é?). Fez um trabalho muito bom como a mãe de Carla. Danielle Santana deixou de ser sempre a vilã para fazer o papel de uma diretora de escola de música com um coração gigante. Dan Hudson, com quem nunca havia trabalhado – para falar a verdade, conheci o trabalho dele via Orkut e YouTube. Fiz o convite, ele topou – fez um trabalho muito bom. Além de ser ator, é roteirista e diretor, então sempre estava ligado nos detalhes e dava dicas muito interessantes. Lorena Blanes, essa sim foi o destaque. Mesmo com tantas coisas acontecendo na vida dela ao mesmo tempo, ela topou o desafio de fazer o papel de uma personagem muda em um musical. Aprendeu libras, tomou aulas de dança e aulas de canto e conseguiu! Fez uma personagem tão louca, tão doce e ao mesmo tempo forte como eu escrevi.

Queria agradecer aos apoiadores do projeto também: à Attitude, à Olho de Peixe Filmes, à Soraya Aboim (que foi responsável pela preparação vocal dos atores), ao Grupo Experimental de Jazz, especialmente a Victor, que fizeram uma coreografia muito linda e prepararam nossa atriz. À DIMAS pelo empréstimo de alguns equipamentos. Ao TRAMAD que ainda vai fazer sua parte para esse filme se tornar algo maior e mais inclusivo. Ao Serviço Médico da UFBA, à Escola de Música (UFBA) e ao Teatro Gamboa que cederam espaço que nós pudéssemos gravar nosso filme. À pessoas que sempre apoiaram a idéia, por isso agradeço muito a Joelma, minha querida amiga, e a André, colega que apoiou o projeto. Bigode, Ceci e Windson, valeu pelas dicas no roteiro. Umbelino Brasil, meu orientador que foi o primeiro a entrar nessa loucura e apostar que ia dar certo. Ah, e a minha namorada Laís que me emprestou uma grana para que esse projeto acontecesse (ela vai me matar por ter contado rsrs). Mãe, valeu também pelo almoço pra galera, você é demais!

O mais legal de tudo de trabalhar com essa equipe foi a união, o clima descontraído. Sem disputas de ego, sem birra ou mau humor. Alí, éramos todos iguais fazendo um filme acontecer. Recebi críticas muito favoráveis ao meu trabalho e isso me deixou muito feliz.

E o vazio que fica após as filmagens? Foi muito bom abrir o facebook, o twitter e ver a equipe se perguntando sobre esse vazio que o filme deixou. Passar uma semana dedicado a algo e um dia você acorda e não tem que ir pro SET. É realmente muito estranho. Estou trabalhando nisso, vai ser difícil, mas acho que isso é um sentimento comum aos que trabalham com cinema.

Bom, saudades imensas e já estão todos convocados para o meu próximo projeto. É, vocês vão ter que me aguentar por mais alguns filmes. Juro que vai ter biscoito de pão na chapa com suco de pêssego!

Como não vou lembrar de todas as pessoas que apoiaram de alguma forma o filme e que ainda estão por apoiar, quero desejar um Feliz Natal a todos e um ano novo cheio de realizações. Que a gente faça o impossível acontecer. Que 2011 seja o ano de "Afônica". Festivais, aí vamos nós!

É isso, agora tenho pendências de pós-produção para resolver. Tenho um filme para editar, temos que gravar as canções em estúdio, criar a trilha sonora, audiodescrever o filme.

Fonte: Blog da Produção de Afônica

Mais sobre audiodescrição
Esplendor" (ou "Hikari", no original) é uma lufada de delicadeza numa safra de filmes pesados.
A Ancine e o setor decidiram quais vão ser os tipos de arquivos com audiodescrição
Na próxima sexta-feira (29/07), a Filmes Que Voam lançará gratuitamente em seu portal o filme


Mais sobre audiodescrição
Esplendor" (ou "Hikari", no original) é uma lufada de delicadeza numa safra de filmes pesados.
A Ancine e o setor decidiram quais vão ser os tipos de arquivos com audiodescrição
Na próxima sexta-feira (29/07), a Filmes Que Voam lançará gratuitamente em seu portal o filme