Prá Frente Brasil é exibido com audiodescrição para o público carioca

Sucesso nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, a 5ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul segue para mais sete capitais brasileiras até o dia 19 de dezembro de 2010 (Goiânia, Maceió, Salvador, Rio Branco e Recife ).

A mostra apresenta filmes de 10 países: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, o evento é dedicado a obras que abordam questões referentes ao direito à terra, ao trabalho, à inclusão social, à diversidade étnica, à diversidade religiosa, à solidariedade intergeracional da cidadania LGBT, o direito à memória e à verdade, direitos dos povos indígenas, das pessoas com deficiência, da pessoa idosa, da criança e do adolescente, da população carcerária, da população afrodescendente e dos refugiados.

O ator Ricardo Darín foi convidado para a abertura da Mostra em São Paulo e apresentou seu novo longa-metragem. "Abutres" (Carancho), dirigido pelo cineasta argentino Pablo Trapero, que participou do Festival de Cannes de 2010, mas ainda é inédito no circuito comercial no Brasil. No filme, Darín vive um advogado em busca de vítimas de acidentes de trânsito para tirar a maior indenização possível das seguradoras e ficar com uma gorda comissão.

No Rio de Janeiro, a abertura da Mostra na Caixa Cultural, centro da cidade, com a exibição de Perdão, Mister Fiel, de Jorge Oliveira. O filme mostra como morreram alguns jovens que se rebelaram contra o terror da ditadura.

A sessão para deficientes visuais do longa-metragem "Pra frente Brasil", de Roberto Farias, foi emocionante. O longa-metragem lançado há quase 30 anos foi uma das atrações da Retrospectiva História da Mostra cujo tema de 2010 é Direito à Memória e Verdade”. São títulos que retratam fatos e consequências de ditaduras militares que assolaram a América do Sul em décadas recentes, inclusive no Brasil.

"Pela primeira vez que o filme tem uma sessão para deficientes visuais no Rio de Janeiro, é primeira vez que eu tenho conhecimento disso. Estou muito curioso para ver como eles vão reagir ao filme com audiodescrição", disse o cineasta Roberto Farias, antes de entrar na sala de cinema.

O produtor da Mostra, Ângelo Defanti, também estava ansioso para ver como seria a projeção do filme Pra Frente Brasil para os deficientes visuais: "Cada cena é narrada por uma voz suave, mas no caso de Pra Frente Brasil até eu estou curioso! Não sabemos como eles vão reagir porque o tema é forte e tem cenas de tortura", ressaltou Ângelo.

No final da exibição, a estudante Adriana Costa, de 26 anos, ficou emocionada ao saber que o diretor do filme estava tão perto deles na hora da projeção. Ela disse que chorou nas cenas de tortura: "Tinha a alegria da Copa do Mundo na época, mas enquanto uns comemoravam os gols os que se rebelavam contra a ditadura no Brasil eram torturados e assassinados. Chorei porque pude ter noção do que houve , eu sou jovem e não vivi aquela época".

"Gostei muito do tema, apesar de não enxergar eu sabia o que tinha ocorrido porque pesquiso muito, leio muito. Gostei muito do filme", contou o aposentado Marcos Antonio ao diretor Roberto Farias.

Reportagem: Bernadete Duarte

Fonte: Canal Brasil – Cinejornal

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