Agora é a vez de Chico Xavier no CCBB–dias 7 e 8 em SP, 14 e 15 no RJ

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL EXIBE "CHICO XAVIER, O FILME" PARA PÚBLICO COM DEFICIÊNCIA VISUAL E AUDITIVA NOS DIAS 8 E 9 DE JANEIRO. A exibição do filme faz parte do projeto CINEMA NACIONAL LEGENDADO E AUDIODESCRITO, parte da programação mensal do CCBB por um ano, na qual serão exibidos alguns dos mais expressivos títulos nacionais. O objetivo é levar cultura para surdos e cegos gratuitamente.

Foto da capa do DVD

Sucesso de bilheteria "Chico Xavier, o filme" com Ângelo Antonio, Nelson Xavier, Tony Ramos e Cristiane Torloni, será exibido pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) como parte da programação do Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito, projeto que possibilita que pessoas com baixa visão, audição parcial, cegas ou surdas compreendam uma produção cinematográfica.

O projeto idealizado pela Associação de Reabilitação e Pesquisa Fonoaudiológica (Arpef), ocorre, em parceria com o CCBB, desde 2008 em São Paulo e no Rio de Janeiro desde 2004, porém é a primeira vez que terá uma programação mensal por um ano, de novembro de 2010 a dezembro de 2011.

O Centro Cultural Banco do Brasil, por meio do CNLA, dará continuidade a esse trabalho de inclusão sócio-cultural propiciando uma variedade de gêneros e títulos à pessoas de todas as idades que tenham alguma deficiência nos sentidos da visão ou da audição, possibilitando o acesso a esse tipo de arte, o cinema.

Filmes nacionais de diversos gêneros como, comédia, drama, animação e ação estarão disponíveis numa sala de cinema acessível, que oferecerá fones sem fio para que o público com deficiência visual possa receber a audiodescrição e de legendas para que os deficientes auditivos possam acompanhar plenamente o filme.

Contemplada por 14 filmes nacionais, alguns sucessos de público e crítica, a programação do Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito vai ao encontro de um dos principais objetivos do Centro Cultural Banco do Brasil, levar cultura, independentemente de sua forma, à população brasileira. Possuindo uma grande interdisciplinaridade dos temas e formas artísticas expostas, o CCBB foi criado visando formar novas platéias, democratizar o acesso à cultura e contribuir para sua promoção, divulgação e incentivo.

"A dinâmica proposta para o CNLA 2010 / 2011 terá algumas ações diferenciadas. Uma delas será a disponibilização de transporte, gratuito, para levar membros e convidados de algumas instituições até o Centro Cultural. Outra, e talvez mais interessante, está por conta das atividades que serão realizadas após cada filme. Ou por meio de um debate, ou palestra de alguma personalidade, ou workshops, etc, depois de finalizada as sessões de sábado, os espectadores poderão discorrer e trocar idéias sobre diversos temas, sempre condizentes ao filme assistido" revela Marcelo Mendonça, diretor da unidade paulista do Centro Cultural Banco do Brasil.

Os sistemas que possibilitam esse entendimento, àqueles que não podem ouvir e enxergar são, respectivamente, o sistema de legendagem (closed caption) e o da audiodescrição. A legendagem no padrão closed caption consiste em, além da descrição das falas dos atores, transcrever sons não literais importantes para compreensão do filme. Músicas, risos, aplausos, passos, chuva, entre outros, são alguns dos sons que podem ajudar na percepção da cena assistida. A Audiodescrição baseia-se em descrever e transmitir, da forma mais completa e clara possível, no mesmo momento em que a cena está acontecendo, toda e qualquer informação relevante que está sendo passada e que, por não fazer parte de nenhum diálogo, só seria compreendida visualmente. Ou seja, repassa informações do que está sendo representado. Por exemplo, mudança repentina de cenário e/ou tempo, expressões faciais ou ações relevantes onde não existe fala dos atores.

"O que percebemos é que os cegos vão pouco ao cinema, porque sentem-se inibidos por precisarem que um acompanhante não cego descreva oralmente as cenas, atrapalhando os outros espectadores. Por isso, para não incomodar os outros, muitas vezes ele e o acompanhante ficam num local afastado da tela, o que compromete a descrição das imagens" conta Helena Dale, curadora do CNLA.

Perfil do Público Surdo e Cego

Segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, cerca de 24.5 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência, número esse que representa 14.5% do total da população. Ainda de acordo com o IBGE, 68% deles apresentam incapacidade ou dificuldade permanente de enxergar e 23% de ouvir. Na última década dos anos 90, as pessoas com deficiência no país representavam, apenas, 1.41% dos habitantes.

Totalizando brasileiros surdos e os que têm alguma dificuldade permanente de ouvir chega-se a, aproximadamente, 5,7 milhões de pessoas. Se o perfil analisado for o daqueles incapazes, ou que têm problemas, quase sempre irreversíveis, de enxergar, o número alcançado é o de 16,7 milhões. Na faixa etária de 0 a 10 anos, são quase 500 mil crianças cegas ou com problemas de visão parciais permanentes e 200 mil surdas ou com dificuldade permanente parcial para ouvir.

Consumir cultura e ter acesso à educação é um obstáculo a mais para esse público. Em média, 10% das pessoas com deficiência total ou parcial da visão, entre 20 e 29 anos, não são alfabetizadas. Quando falamos de pessoas surdas ou com dificuldade parcial em ouvir, esse número chega a 20%. Fato que influencia diretamente no mercado de trabalho para deficientes. De acordo com estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas e Fundação Banco do Brasil, num universo de 26 milhões de trabalhadores ativos, apenas 537 mil são pessoas com deficiência, ou seja, 2,05% do total de empregados.

A pesquisa mostra ainda que a lei de cotas que exige a reserva de vagas de trabalho para deficientes nas empresas não está sendo cumprida. Empresas com 501 a 1000 funcionários, segundo a lei, devem reservar 4% de suas vagas para pessoas com algum tipo de deficiência, no entanto, a taxa de empregabilidade é de apenas 2,8%. Uma das razões apresentadas pelos empregadores é da baixa instrução dos deficientes.

"Com certeza, o CNLA tem um papel importante, pois através dele estamos possibilitando a essas pessoas que tenham o prazer de assistir a filmes, coisa que, muitas vezes, era impossível. A cultura deve ser um bem acessível a todos, e vamos continuar lutando e desempenhando nosso papel para que isso aconteça o mais plenamente possível", diz a curadora do CNLA.

Serviço:

JANEIRO 2011 (SP: 08 e 09/01) e (RJ: 15 e 16/01)

"Chico Xavier – O Filme"

Direção: Daniel Filho
Atores: Ângelo Antônio, Nelson Xavier, Tony Ramos, Christiane Torloni
Duração: 125 min
Ano: 2010
Gênero: Drama
Estúdio: Lereby Produções
Distribuidora: Sony Pictures Entertainment / Downtown Filmes
Classificação: Livre

Sinopse: Desde criança, Chico Xavier (Matheus Costa) ouvia vozes e via pessoas que já tinham falecido. Seus relatos eram sempre desacreditados, sob a justificativa que eram sua imaginação ou obra do demônio. Ao crescer, ele (Angelo Antônio) passa a usar seu dom para psicografar cartas. Logo se torna um ícone em sua cidade natal, despertando a ira do novo padre (Cássio Gabus Mendes), que o acusa de ser uma fraude, já que publica livros de pessoas famosas que já tinham morrido.

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
www.bb.com.br/cultura e www.twitter.com/ccbb_sp

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física // Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal
Estacionamento conveniado
Estapar Estacionamentos
Rua da Consolação, 228 (Edifícios Zarvos)
(R$ 10,00 pelo período de 5 horas. Necessário carimbar o ticket na bilheteria do CCBB).
Obs.: Transporte gratuito, no dia das exibições, até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na XV de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro
Informações: (21) 3808-2020

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