Rede Globo censura o termo audiodescrição?

Alguns dias atrás, militantes na luta pela implementação da audiodescrição na programação das emissoras de televisão protestaram indignadas contra matéria veiculada no jornal "Bom Dia Brasil", da Rede Glogo:

Um dos motivos do desapontamento daqueles que se manifestaram a respeito da notícia (eu fui um deles) foi o fato da Rede Globo, notoriamente contrária a obrigação de audiodescrever parte de sua programação, ter omitido o termo audiodescrição na matéria do "Bom Dia Brasil".

Houve discordâncias, algumas pessoas argumentaram que poderia tratar-se de despreparo da jornalista.

O fato é que uma nova matéria, agora do Portal G1, que também pertence a Rede Globo, também menciona o recurso sem citar o termo audiodescrição.

Omissão proposital? Simples Coincidência?

O fato é que a quantidade de eventos audiodescritos tem crescido exponencialmente, contrariando a afirmação do assessor jurídico do Ministério das Comunicações de que só acontecia esporadicamente (veja no post: Ministério das Comunicações empenha sua palavra).

Novos eventos virão, vamos aguardar pelas próximas notícias.

Vejam abaixo a notícia do G1 omitindo o termo Audiodescrição.

Deficientes visuais visitam escola de samba na Zona Norte de SP

Grupo teve aula de percussão e conheceu samba-enredo da Mocidade Alegre.
Visita faz parte de projeto que inclui outras duas escolas de São Paulo

Rafael Italiani Do G1, em São Paulo

José Dilson Pereira dos Santos

Em visita à escola de samba Mocidade Alegre, José Dilson Pereira dos Santos contou que já empurrou muito carro alegórico na avenida, mas nunca tinha tocado um instrumento da bateria.

Um grupo formado por 15 deficientes visuais visitou, na tarde deste domingo (23), a quadra da escola de samba Mocidade Alegre, na Zona Norte de São Paulo. Durante a visita, eles tocaram nos instrumentos, sentiram quatro fantasias com as pontas dos dedos e também participaram de aulas com percussionistas da escola.

"Deu para saber como é. Achei as fantasias muito elegantes", conta Zilda Procedino, de 50 anos, que perdeu totalmente a visão após uma infecção ter atingido os olhos. Ela lembra que até os 24 anos, quando deixou de enxergar, costumava acompanhar o carnaval pela televisão. Hoje, ela pensa em desfilar.

O advogado Marcos Bernardo Rodrigues confere detalhes de uma das fantasias da escola

O advogado Marcos Bernardo Rodrigues confere detalhes de uma das fantasias da escola.

Curioso para saber todos os detalhes que podem consagrar ou tirar o título de uma escola de samba, o advogado Marcos Bernardo Rodrigues, que nasceu cego, perguntava tudo para o carnavalesco da Mocidade, Sidnei França. Rodrigues conta que sempre gostou das letras dos sambas-enredos. "Neste ano eu vou desfilar pela Rosas de Ouro", conta.

José Dilson Pereira dos Santos tem 32 anos e perdeu a visão quando tinha 24. "Já empurrei muitos carros na avenida. Nunca tinha encostado em um instrumento musical e quero fazer isso mais vezes", disse.

Os 15 deficientes visuais receberam um resumo sobre o enredo da Mocidade Alegre em braile. Neste ano, a escola leva para a avenida o samba-enredo “Carrossel das Ilusões”, com carros que mostram coelhos saindo de cartolas e a Terra do Nunca, de Peter Pan.

A visita faz parte do projeto "Carnaval Paulistano – Só Não Vê Quem Não Quer", uma parceria entre a São Paulo Turismo (SPTuris), a Prefeitura de São Paulo e o Complexo Educacional FMU. Ao todo, o projeto deverá levar 45 deficientes visuais para três escolas de samba dos grupos Especial e de Acesso. Os próximos destinos serão a Rosas de Ouro, no dia 30, e a Camisa Verde Branco, no dia 2 de fevereiro.

Nos dias dos desfiles das três escolas, os deficientes visuais irão acompanhar, em um camarote no Anhembi, a evolução das agremiações. Uma pessoa irá descrever o que acontece na avenida. Uma semana antes dos desfiles, eles poderão conferir com as mãos maquetes de carros alegóricos que irão para a avenida.

Em frente aos instrumentos, o grupo aguardava ansiosamente as explicações sobre a bateria da escola

O grupo se reuniu em frente aos instrumentos musicais para entender como funciona a bateria de uma escola.

Fonte: “>Portal G1

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