Audiodescrição leva 40 cegos ao Pedro II

Quarenta espectadores com deficiência visual poderão acompanhar a encenação de "La Boeme" no Teatro Pedro II de Ribeirão Preto com audiodescrição: a iniciativa é da audiodescritora Flávia Machado.

Cultura-Foto de pessoas encenando em um palco

Na terceira e última récita da ópera La Bohème, neste domingo, 20 de março, 40 espectadores com deficiência visual poderão acompanhar todo o espetáculo com audiodescrição. A iniciativa é da audiodescritora Flávia Machado, que fará a locução ao vivo descrevendo cenários, figurinos, movimentação dos personagens e legendas em português. Ela explica que a audiodescrição é um recurso de acessibilidade que está sendo cada vez mais usado no Brasil. "Já temos audiodescrição em DVDs, peças de teatro, festivais de cinema, óperas, mas ainda falta a audiodescrição na programação televisiva", afirma.

A ópera La Bohème, de Giacomo Puccini, será a primeira a ser audiodescrita em Ribeirão Preto. No Theatro Pedro II, a peça Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues), encenada em 2009, foi a única na cidade já exibida com audiodescrição. "O objetivo é divulgar a audiodescrição e aumentar o número de opções culturais e artísticas acessíveis para a população", afirma Flávia.

Flávia Machado ressalta que a acessibilidade para pessoas com deficiência visual deveria ser tratada da mesma forma que é tratada para pessoas com deficiência auditiva, através do uso de legendas e intérpretes de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), e também para pessoas que não compreendem uma determinada língua. "As récitas da ópera possuem legendas em português, porque a maioria dos espectadores não compreende italiano", afirma a audiodescritora e acrescenta que se trata de adequar a transmissão de informações da maneira mais adequada ao público. O serviço deverá ser solicitado com antecedência pelo e-mail da audiodescritora Flávia Machado (flaviamachad@yahoo.com.br).

Informações sobre audiodescrição podem ser obtidas no site comaudiodescricao.blogspot.com.br.

Depois de quatro anos sem ópera, Ribeirão Preto abriu na quarta-feira (16) a minitemporada de La Bohème no Theatro Pedro II – o teatro é o segundo maior do País para esse gênero musical. O espetáculo conta com a participação da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (Osrp). Na sexta-feira houve outra apresentação, e a última será neste domingo (20), às 19 horas.

Os ingressos custam R$ 60 (plateia, frisas e balcão nobre), R$ 50 (balcão simples) e R$ 40 (galeria). Estudantes com carteirinha, idosos acima de 60 anos, professores da rede pública municipal e portadores de necessidades especiais pagam meia em todos os setores (R$ 30, R$ 25 e R$ 20, respectivamente). O teatro fica na rua Álvares Cabral nº 370 (telefone 3977-8111).

A ópera de Giacomo Puccini foi ensaiada desde janeiro. O último espetáculo do gênero apresentado na cidade, Rigoleto, foi em 2007. A montagem ribeirão-pretana é encabeçado pelo tenor Fernando Portari, que interpreta Rodolfo, e pela soprano Rosana Lamosa (esposa do tenor), que vive Mimi. Outros cantores completam o elenco. A Orquestra Sinfônica tem como regente o maestro Cláudio Cruz, que também assina a direção artística. A peça tem ainda um coro de 50 vozes, sob regência de Claudinei de Oliveira, e um coro infantil, da Cia. Minaz, regido pela maestrina Gisele Ganade. A seleção dos artistas ocorreu entre dezembro e janeiro. A produção tem custo de cerca de R$ 750 mil, que teve autorização para captação de recursos pela Lei Rouanet.

A história dessa ópera, em italiano, baseia-se num romance trágico entre Mimi e Rodolfo, ambientado no inverno parisiense. A personagem Mimi sofre de tuberculose e se apaixona por Rodolfo. Além de Portari e Rosana, outros artistas de Ribeirão Preto completam o elenco. O maestro Cláudio Cruz quer transformar a cidade em referência de ópera, até com a realização de um festival anual e grandes espetáculos.

Fonte: Tribuna ribeirão

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