Nesta quinta-feira: Eles Não Usam Black-Tie será apresentado com audiodescrição em Vitória da Conquista

O Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb, em parceria com o projeto “Leitura de Olhos Fechados”, apresenta, nesta quinta-feira, 31, na ação Cinema na Uesb, o longa-metragem "Eles Não Usam Black Tie", com audiodescrição. A sessão especial, que ocorrerá às 15 horas, no Teatro Glauber Rocha, faz parte da programação do projeto, que se estende até o mês de abril, com sessões em diversos espaços. A entrada é franca.

O "Leitura de Olhos Fechados" visa promover a acessibilidade aos deficientes visuais, trazendo filmes com audiodescrição, recurso por meio do qual as informações contidas nas imagens são narradas simultaneamente ao aparecimento delas em tela. As sessões não pretendem, porém, atrair como público apenas os deficientes visuais, mas também professores, educadores e mesmo curiosos que estejam, de alguma forma, interessados em conhecer e/ou promover a acessibilidade.

O filme

Em 1958, Gianfrancesco Guarnieri, trabalhando com o Teatro de Arena, lança a sua primeira peça: "Eles Não Usam Black-Tie". O espetáculo, de cunho nacionalista, obteve grande repercussão na época e, em 1981, ganhou uma versão para o cinema, dirigida por Leon Hirszman e premiada no Festival de Veneza.

O filme debruça-se sobre os conflitos, contradições e anseios da classe trabalhadora no final da década de 1970, na crise da ditadura militar. Tião, jovem operário, namora Maria, uma colega de fábrica. Quando o casal descobre que terá um filho, resolve marcar o casamento. No entanto, uma greve estoura na fábrica e põe em risco os planos do casal. Tião decide ir contra o movimento, pensando no futuro da sua família.

Em seu desenrolar, o filme levanta questões políticas e socioeconômicas através de uma visão diferenciada daquilo que foi a luta sindical e dos dilemas enfrentados pela classe operária. O filme traça também um panorama neorrealista das favelas brasileiras e aponta o abismo social existente entre periferia e burguesia nos grandes centros brasileiros. Assim, apesar de ter sido realizado na década de 1980 e inspirado numa peça do final da década de 1950, a reflexão que é levada ao espectador ainda é atual no Brasil do século XXI.

Fonte: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

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