Teatro VIVO inicia temporada 2011 em grande estilo, e com audiodescrição

Encenado pela atriz Bete Coelho, o espetáculo “O Terceiro Sinal” faz nova temporada – agora com entrada franca – no Teatro Vivo, localizado no Espaço Cultural Vivo. A montagem tem texto do jornalista, escritor e dramaturgo Otavio Frias Filho – que foi adaptado para o teatro do ensaio homônimo publicado em 2003 no livro "Queda Livre" – especialmente para a interpretação da atriz. Com direção de Ricardo Bittencourt, “O Terceiro Sinal” fica em cartaz nos dias 12, 13, 19 e 20 de março, com sessões às 21h aos sábados e às 19h aos domingos. As apresentações marcam a inauguração da programação do Espaço Cultural Vivo.

No espetáculo solo, Bete Coelho interpreta um “não ator” que faz o papel de um repórter investigativo numa peça de Nelson Rodrigues e que em sua vida real é um jornalista interessado em atuar e reportar os mistérios da atuação e as inconfessáveis particularidades do fazer teatral.

A atriz explica que o trabalho é uma metalinguagem sobre o teatro. "O autor tem uma experiência como ator em um papel de jornalista, para escrever uma reportagem. E devolve tudo isso para o teatro. O que importa aqui é dissecar o teatro, o processo do ator, a feitura do teatro". O relato de Frias se refere à experiência que ele teve como ator no Teatro Oficina, no espetáculo "Boca de Ouro", dirigido por José Celso Martinez Corrêa em 2000.

Partindo desse pretexto, o espetáculo conduz os espectadores a uma viagem de risco por vezes angustiante, paranóica, irônica, divertida, profunda – por entre labirintos dos processos de atuação, de momentos históricos do teatro brasileiro, revezando com depoimentos pessoais e preciosos desse culto milenar: o Teatro.

BETE COELHO – ATRIZ

Bete Coelho, nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1963. Atua em teatro desde os dez anos de idade. No início da década de 80, atuou em espetáculos como "Noturno para Pagu", "Vida e Obra de Augusto de Campos", "Lulu, a Caixa de Pandora"; e já na formação do grupo Pagu Teatro e Dança, "O que É Isso Gabeira?". Em 1984, já em São Paulo, juntou-se ao Centro de Pesquisa Teatral – CPT, dirigido por Antunes Filho, integrando os elencos das remontagens de "Macunaíma", "Nelson Rodrigues – O Eterno Retorno", e da estréia de "Romeu e Julieta". Em 1986 esteve em "Carmem Com Filtro", direção de Gerald Thomas. Com "Eletra Com Creta", em 1986, tornou-se parceira de Gerald Thomas, iniciando seus mais expressivos trabalhos, quase sempre como protagonista. Em 1988, fundam a Companhia de Ópera Seca e criam os espetáculos: "Trilogia Kafka – Um Processo", "Uma Metamorfose", "Praga", em 1988; "Carmem com Filtro 2" e "Mattogrosso", ópera de Philip Glass e Gerald Thomas, em 1989; "Sturmspiel", "Fim de Jogo" e "M.O.R.T.E.", em 1990; "The Said Eyes of Karlheinz Öhl, em Volterra", em 1991. Já fora do grupo, integrou produções isoladas, com destaque para "Rancor"; "Pentesiléias", em que atua e dirige, em 1994; "Os Reis do Iê-Iê-Iê", em 1997; "Cacilda!", em 1999; mesmo ano em que dirige Iara Jamra em "O Caderno Rosa de Lori Lamby", de Hilda Hilst. Ao final desse ano voltou à cena em "Pai", de Cristina Mutarelli, direção de Paulo Autran. Em 2002, atuou em "Frankensteins", sob a direção de Jô Soares. Ainda em 2003, dirigiu Renata Melo, em "A Caixa", de Patrícia Melo. Em 2007, atuou no espetáculo "Um Número" baseado no texto "A Number" da dramaturga inglesa Caryl Churchill .

Na televisão ajudou a reinaugurar os núcleos de dramaturgia no SBT em 1997 e na Band em 1999. Na primeira esteve em "Éramos Seis" e "Sangue do Meu Sangue"; e na segunda em "Serras Azuis". Bete Coelho também integrou o elenco de algumas novelas da Globo como "Vamp" e "As Filhas da Mãe". Em 2006, de volta ao SBT esteve na novela "Cristal". Em 2007, na Record, integrou o elenco da novela "Luz do Sol".

No cinema, atuou em produções como "Policarpo Quaresma, herói do Brasil" (1998) e "Mulheres do Brasil" (2006). Também em 2006, ganhou o prêmio de melhor atriz durante da Mostra Gaúcha, realizada no ‘Festival de Gramado’ pelo filme "Lótus", de Cristiano Trein. Bete Coelho voltou à TV em 2009, integrando o elenco da novela "Poder Paralelo", na Record.

RICARDO BITTENCOURT – DIRETOR

Ator com sólida carreira de mais de 20 anos, Ricardo Bittencourt vem chamando atenção por sua atuação no épico musical "A Luta – Parte I", quarta montagem do clássico "Os Sertões", de Euclides da Cunha, sob direção de Zé Celso Martinez Corrêa. Sua atuação como Coronel Moreira César já rendeu citações em matérias da Folha de S. Paulo e O Estado de S.Paulo. Ricardo mostra seu trabalho nos palcos paulistanos há quatro anos, depois de se firmar como um dos mais atuantes atores da Bahia. A mudança de cidade aconteceu por intermédio de Zé Celso Martinez Corrêa, que convidou Bittencourt para ser um colaborador de peso na realização de seu grande projeto de vida no teatro, a montagem de Os Sertões. Ricardo Bittencourt integrou e fundou um dos mais expressivos grupos de teatro da história da Bahia, o Los Catedrasticos, sob direção de Paulo Dourado.

FICHA TÉCNICA

Elenco: Bete Coelho
Texto: Otávio Frias Filho
Direção: Ricardo Bittencourt
Co-Direção: Muriel Matalon

Direção de Arte: Flávia Soares
Direção de Imagem e Som: Gabriel Fernandes
Direção de Cena, Cenotécnico e Contra-regragem: Domingos Varela
Cenotécnico e Contra-regragem: João Carvalho Sobrinho
Design de Luz: Michele Matalon e Carlos Moraes
Voz de Diva: Giulia Gam
Montagem: Cia. BR 116
Direção de Produção: Palipalan Arte e Cultura
Apoio Cultural: Olivieri & Associados

TEATRO VIVO
Endereço: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Morumbi
Tel.: (011) 7420-1520
Teatro: 290 lugares
Duração: 60 minutos
Temporada: dias 12, 13, 19 e 20 de março, sábados às 21h e domingos às 19h
Grátis: ingressos poderão ser reservados pelo telefone (11) 7420-1520, a partir de primeiro de março.
Horário da bilheteria De terça-feira a domingo – das 14h00 às 20h00 ou até o início do espetáculo. Telefone da Bilheteria: 11 7420-1520

Recursos de Acessibilidade
Audiodescrição em peças teatrais: recurso inédito na América Latina de inclusão social e cultural de pessoas com deficiência visual. Por meio de fones de ouvido, colaboradores voluntários da Vivo dão aos espectadores com deficiência visual informações referentes ao cenário, figurino, caracterização de personagens e ações.
Interpretação em LIBRAS e legendas: tanto a LIBRAS (língua brasileira de sinais) como as legendas permitem às pessoas com deficiência auditiva e surdos acompanhar a apresentação dos espetáculos. O Teatro Vivo é o primeiro da América Latina a oferecer acessibilidade total a pessoas com deficiência.

Fonte: Rede VIVO de Audiodescrição

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