As melhores coisas da vida não foram feitas para serem olhadas e sim sentidas com o coração

O LARAMARA surgiu de algo que era inevitável. A senhora Mara, uma mulher comum e o senhor Vitor, também um homem comum, decidiram ter um filho. Senhora Mara engravidou então de uma menina que viria a se chamar Lara.

Laramara

Lara nasceu prematura de 7 meses e teve que ficar alguns meses na incubadora, período que teve suas córneas afetadas, o que resultou na perda total de sua visão.

Seus pais, assim que ficaram cientes do fato, foram aos melhores especialistas à procura de tratamento para Lara, mas infelizmente sem nenhum sucesso. Nessa trajetória, senhor Vitor e senhora Mara obtiveram muitas informações que foram essenciais para que eles se inspirassem a fundar sua própria instituição, com objetivo de ajudar crianças com deficiência e sem condição de vida.

Monitor

Antônio Carlos, monitor responsável pela visita monitorada e também deficiente visual

Em Setembro de 1991, fundaram o Laramara, com apenas quatro especialistas – um assistente social, um pedagogo, um oftalmologista, e uma mãe coragem, a senhora Mara. A organização começou com apenas 15 crianças, dentre elas uma possuía, além da deficiência visual, paralisia cerebral. A partir daí o Laramara, não era apenas uma instituição que tratava de crianças com deficiência visual, mas sim com múltiplas deficiências.

Trabalho

Cadeira adaptativa

Cadeira adaptativa, para que crianças com múltipla deficiência ou deficiência cerebral consigam se sentar sem que caiam ou se machuquem (Foto: Raphaella Tiffany)

O laramara trata as crianças desde seu nascimento, quando detectada a deficiência, até a adolescência, preparando os jovens para o mercado de trabalho. Para conseguir apoio e financiamento para todos os cuidados necessários a essas crianças, o senhor Vitor, poucos anos depois de fundar o Laramara decidiu criar pequenas empresas, visando se tornasse uma instituição independente. Laratec é o nome de uma das empresas fundadas pelo senhor Vitor, para o bem estar das famílias dos portadores de deficiência. Lá foram desenvolvidas desde máquinas de braile, até fogões, geladeiras, espátulas, dentre outros utensílios para facilitar a vida do deficiente, tudo isso logicamente adaptado.

Máquina de Xerox

Máquina de xerox em braile (foto: Raphaella Tiffany)

Dá para perceber que o Laramara é um local exemplar, onde as pessoas trabalham apaixonadas por aquilo que fazem. Por que as melhores coisas da vida não foram feitas para serem olhadas e sim para serem sentidas com o coração.

Quem estiver acompanhando um deficiente visual deve saber algumas dicas importantes:

– Quando o deficiente for uma criança, e estiver sendo acompanhada por um adulto, deve-se segurar no pulso.
– Quando o deficiente for um adulto e estiver acompanhado por um adulto, deve-se segurar acima do cotovelo.
– Quando o deficiente for um adulto e estiver acompanhado por uma criança deve-se segurar no ombro.
– Quando estiverem em um local estreito, deve-se colocar o braço para trás, e avisa-lo de que estão em um local estreito, quando saírem do local estreito basta colocar o braço para frente e informa-lo.
– Quando tiver de sentar um deficiente, deve-se colocar a mão dele no assento, no braço ou nas costas da cadeira para assim, ele saber como se sentar sem se machucar.
E o mais importante de tudo, é a audiodescrição para o deficiente. Isso facilita e muito seu aprendizado e seu modo de viver.

www.laramara.org.br – Fone: 11 3660 6405

Matéria elaborada por: Daiana Rittely, Glória Verônica, Jessica Joana, Judith Karen, Raphaela Tiffany, Wendy Carolina, com auxílio da professora Luise.

Fonte: Agência Comunitária – Nossa Barra

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