Seis anos atrás, Daniel Castro já falava de audiodescrição, e nós também…

AMÉRICA – novela que faz merchandising social pelos deficientes visuais, contraditoriamente não tem sido entendida pela população cega, que seria de cerca de 12 milhões. Os cegos reclamam que não conseguem entender cenas sem diálogos e acham Jatobá (Marcos Frota) exagerado.

Mobilizados por uma lista de discussão na internet criada por uma pesquisadora de Glória Perez, autora da novela, um grupo de 50 cegos enviou nesta semana uma ‘carta aberta’ à Globo pedindo que a emissora disponha de um serviço de áudio descrição que lhes permita ter um melhor acesso ao conteúdo da trama.

O serviço já existe em países como Canadá e EUA e está previsto em legislação brasileira. Consiste em um canal de áudio, o mesmo da tecla SAP, pelo qual um locutor explica o que está acontecendo nas cenas. É a versão dos cegos do closed-caption, para surdos.

A Globo informa que sua área de engenharia está estudando a implantação da audiodescrição.

‘Isso nos ajudaria muito nas cenas mudas [sem diálogos]. Quando entra só musiquinha e imagem, a gente não tem idéia do que está acontecendo’, conta Paulo Romeu Filho, 47, analista de sistemas, que mandou a carta à Globo.

Romeu Filho diz que não sabia que Haydée (Christiane Torloni) é cleptomaníaca, porque quando ela furta objetos não há diálogos. ‘E o Jatobá quer passar tantos conceitos que está ficando chato.’.

Entre Aspas – coluna do jornal Folha de São Paulo. Daniel Castro, em 25 de junho de 2005 na edição 334.

Fonte: Observatório da Imprensa

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