Nossas dificuldades nas ruas, na Internet, na televisão, contadas em forma de poema

O mundo virtual e o mundo real: Genilson de Sousa promove reflexão sobre a vida real e a virtual em poema

Para andar na rua, os cegos usam a bengala.
Para andar na internet, usamos os leitores de tela.
Mas com esses recursos, não estamos totalmente seguros.
Na rua, podemos bater a cabeça no orelhão, porque a bengala não identifica os obstáculos acima da cabeça.
Na internet, batemos nas figuras porque os leitores de tela também não as identificam.

Nas avenidas, não dá pra atravessar, é carro andando, pra lá e pra cá.
Precisamos de alguém para nos atravessar para o outro lado.
Nas contas de e-mail não é diferente.
Precisamos de um vidente, que leia os caracteres pra gente.
Quando tem acessibilidade, são mal feitas.
No mês passado, fui criar uma conta no Gmail, e não consegui entender os caracteres falados.

Na TV, algumas coisas não conseguimos entender,
E nem todo mundo, tem paciência de descrever.
Se todos os programas tivessem audiodescrição e legenda, iria resolver.

Um jornal, os cegos podem ler pelo computador.
Mais e as pessoas com surdo cegueira? Como fica?
Se tivessem jornais e revistas em braille, isso facilitaria muito.

Alguns lugares, não podemos frequentar, são muitas barreiras, não dá pra passar.
Alguns sites, não conseguimos acessar.
É tanta figura, não dá pra aguentar.

O mundo real e o mundo virtual são dois mundos diferentes, mas os dois precisam de acessibilidades iguais.
No mundo real, precisamos de acessibilidade nas escolas, ruas, teatros, jornais, revistas, TV, e muito mais.
No mundo virtual, precisamos de acessibilidade no orkut, nas contas de e-mail, nos bate papos, etc.

Fonte: Rede SACI

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