Feiras, exposições, seminários: produtores começam a pensar em acessibilidade

Ter o direito de ir e vir parece algo simples e fácil de realizar. Para portadores de necessidades especiais (PNEs), porém, é um desafio diário na sua rotina em casa, no trabalho, no lazer. Não são raras as reclamações da falta de transporte adequado, ruas cheias de buracos, escadarias sem rampas paralelas.

Quando se pensa nos espaços de eventos, o problema parece ser o mesmo. Porém, os donos dos espaços e organizadores de feiras e congressos parecem estar mais atentos a esse público.

“Pelo que temos acompanhado, as empresas ligadas a eventos começam a se preocupar com a questão da acessibilidade. Muitas vezes o que nos impede de ter um evento mais acessível é o próprio local, que não tem em sua estrutura facilidades para essas pessoas. A alternativa é montar acessibilidades provisórias que envolvem custos altos e nem sempre são possíveis”, comenta Malu Sevieri, diretora da Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, realizada pelo Grupo Cipa no Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista.

Para a executiva, não é possível fazer algum tipo de comparação entre o cenário atual e o de dez anos atrás. "Hoje há uma percepção de que existe um aumento na quantidade de PNEs. Na verdade, não é isso o que ocorre. Essas pessoas há dez anos ficavam em casa. Agora estão na rua, passeando, consumindo, namorando", argumenta.

Para atendê-las, vários segmentos do mercado têm se mobilizado. O setor de eventos, porém, ainda tem muito a fazer, apesar de vários espaços já disponibilizarem rampas, cadeira de roda, banheiros e vagas especiais. Todo evento, por exemplo, deveria ter um tradutor de libras para facilitar o contato com os deficientes auditivos. Nos congressos se deveria disponibilizar o material da palestra em braile ou em formato digital acessível e áudio descrição. São modificações que ajudariam a promover ainda mais a inclusão.

Fonte: Blog da BKC Produções

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