Fundação promove oficina de fotografia para deficientes visuais

Uma oficina de fotografia com foco nas pessoas com deficiência visual. Essa é a proposta de um projeto inovador e inédito no Brasil: 24 Horas de Olhar Universal, que será realizado nos meses de agosto e setembro, resultado de uma parceria entre a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A oficina de fotografia está sendo realizada na sede da FCCR e as turmas, para esta edição do curso, foram formadas em parceria com a Assessoria para Pessoas com Deficiência da Prefeitura de São José dos Campos e instituições ligadas a este tipo de deficiência. De acordo com a produtora cultural da FCCR Vanessa Ribeiro, um dos objetivos do projeto é também formar multiplicadores que futuramente vão disseminar este conhecimento e informações sobre como fotografar sem enxergar.

"Os participantes terão noções básicas de fotografia, trocarão experiências com renomados fotógrafos que vão ministrar palestras relacionadas ao tema, estimulando as pessoas com ou sem deficiência visual a se interessarem pela fotografia e propiciar a inclusão de uma forma lúdica", comenta Vanessa.

Mas, de acordo com a fotógrafa e coordenadora das aulas Tati Nolla, a oficina de fotografia não visa a formação profissional do participante, o projeto proporciona vivências de fotografia que promovam a interação dos participantes com situações que despertem a sensibilidade e o interesse pelo cotidiano, por situações, objetos e ambientes que passam despercebidos na realidade de cada um.

As aulas serão realizadas uma vez por semana, com data de encerramento prevista para o dia 24 de setembro. A turma será composta por 20 alunos: 10 duplas, sendo que cada dupla terá uma pessoa com visão normal e outra com deficiência visual.

Exposição – Ao término da primeira turma do projeto, será realizada uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelos alunos, com o objetivo de mostrar a diversidade dos olhares, sensibilizar e incentivar a participação de novos grupos no processo fotográfico, e ainda chamar a atenção para a importância da inclusão de pessoas com deficiência em atividades, aparentemente, restritas á elas.

Como os cegos tiram fotos – Tati explica que é por meio de câmeras digitais normais, onde são aplicadas as técnicas básicas de fotografia, para a audiodescrição (narrativa que colabora com o deficiente na criação, formação e imaginação da cena, ajudando-o a entender e montar o ambiente a ser fotografado), através da distância e do uso dos sentidos como: audição, olfato e o tato.

Programação da Oficina de Fotografia para Cegos

03/09
Tema: Troca de Papéis
Monitor: Teco Barbero

10/09
Tema: Saída Fotográfica
Monitor: Mariane Goldberg

17/09
Tema: Diferentes formas de olhar
Monitor: Tati Nolla

24/09
Tema: Avaliação do material produzido e preparação para exposição
Monitor: Tati Nolla

Serviço:

Fundação Cultural Cassiano Ricardo – Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana – São José dos Campos/SP. Informações: (12) 3924-7349.

Fonte: Agora Vale

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