Mogi das Cruzes da exemplo de acessibilidade na comemoração de seus 400 anos

Pensei que não conseguiria visitar. Achei, aliás, que tinha perdido a oportunidade perdida no tempo achei que ontem já era hoje, enfim hahaha. Fui ao final do último dia, na última hora, mas felizmente pude ver, além do conjunto das fotos que resultaram na idéia principal da Mostra, as alternativas inclusivas que a tecnologia oferece, seja através dos textos escritos em português e em braile ou tornar uma imagem – que é completamente visual – em uma linguagem tátil.

Foto com as três imagens afixadas na parede: a foto tradicional de uma flor avermelhada e as alternativas táteis com o contorno das pétalas - colorida e preto e branco.

Foto tradicional e as alternativas táteis

Revelando que com o uso das tecnologias existentes, é simples transformar as imagens visuais – seja qual for – em imagens táteis. Para diferenciar as cores (ou a sensação que elas transmitem), as texturas se alteram. Quanto mais clara for a cor, a textura é mais suave. Cores mais fortes, texturas mais evidentes. Em imagens em preto e branco, alto contraste.

Imagem aproximada mostrando as texturas e relevos na imagem da flor colorida.

Mas, a idéia central da Mostra foi fazer uma releitura do Selo Comemorativo dos 400 anos de emancipação da cidade de Mogi das Cruzes, criado pelo historiador e filatelista João Roberto Baylongue, através de fotos tiradas por pessoas com deficiência dos pontos históricos e/ou culturais da cidade.

Imagem do Selo que consta, da esquerda para a direita, na parte superior, na cor azulada, os Bandeirantes fundindo com a cidade vista do Pico do Urubu, na parte posterior as Igrejas do Carmo, a pomba que simboliza o Divino Espírito Santo, o Casarão do Chá, o Marco Zero da Cidade e termina com a imagem, em perspectiva da Prefeitura Municipal.

Selo comemorativo dos 400 anos de emancipação da cidade

Com base nos pontos, monumentos históricos e/ou culturais que integram o Selo Comemorativo foram tiradas as fotos para a confecção da releitura através de uma fotomontagem. O Selo conta com as seguintes imagens: os Bandeirantes (os colonizadores/fundadores da cidade), a cidade vista do Pico do Urubu (lá de cima é possível ter uma visão belíssima da cidade), as Igrejas do Carmo (Patrimônio Histórico), a imagem do Divino Espírito Santo (que simboliza essa Festa tradicional e Folclórica), o Casarão do Chá (Patrimônio Histórico e Arquitetônico, herança da imigração japonesa), o Marco Zero e o prédio da Prefeitura Municipal.

Fotomontagem do Selo Comemorativo com as fotos escolhidas.

Releitura do Selo Comemorativo

Além da fotomontagem foi feita a imagem tátil para que fosse possível para os deficientes visuais (re)conhecer os pontos turísticos eleitos para a confecção do Selo comemorativo.

Detalhe da imagem tátil criada a partir do Selo comemorativo demonstrando os relevos e texturas existentes.

Detalhe da imagem tátil do Selo Comemorativo

Afixadas na parede de destaque, estavam as fotografias – individualmente – que estão na fotomontagem do Selo.

Foto mostrando as fotografias escolhidas, lado a lado, afixadas na parede.

As fotos base que entraram na confecção da releitura do Selo

E além das fotos, em exposição para conhecimento do público, estavam os equipamentos que tornou a Mostra possível: a impressora Braile e em jato de tinta, o aparelho que permitia a audiodescrição da imagem do selo e a mesa digital que possibilita à quem tem baixa visão, ajustar os contrastes e o tamanho das letras, bem como, conta com réguas que facilitam a leitura.

Como parte da Mostra, foram realizadas, também, palestras e experiências sensoriais, para demonstrar como é impossível, sem esses auxílios tecnológicos que garantem a inclusão, um deficiente visual estar integrado no cotidiano e participar de eventos culturais, de qualquer segmento.

Espero que mais eventos como esse, possam ser realizados na cidade, para que ajudem na conscientização da população em geral a respeito das questões inclusivas, bem como, para que cada vez mais os deficientes possam usufruir dos eventos culturais de maneira confortável e que atendam às suas necessidades, com autonomia e segurança.

Por Bia

Fonte: Mogi Acessível

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