SENAI-AL promoverá curso de audiodescrição

A atividade de áudio-descrição exige um profissional que descreva imagens e narre movimentos em programas de TV como telejornais e filmes para facilitar o entendimento de deficientes visuais. Para atender a essa demanda, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) anunciou na última quinta-feira (18/8), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a criação de um curso para áudio- descritores.

Uma portaria do Ministério das Comunicações, que determina a veiculação de duas horas por semana de programação com áudio-descrição, poderá demandar novos profissionais. A exigência passou a vigorar em 1º de julho, mas o recurso é oferecido somente pelas TVs digitais por meio da tecla SAP e ocorre nas pausas entre diálogos dos personagens ou nos intervalos das narrações.

"O SENAI está preocupado com a formação profissional. Assim como existe o tradutor de libras e de línguas estrangeiras, também teremos um tradutor de imagens que é o áudio-descritor", afirmou a gestora do Programa Nacional de Ações Inclusivas do SENAI, Loni Mânica. “Colocar esse profissional qualificado no mercado promoverá o acesso à informação para mais de 16 milhões de deficientes visuais brasileiros”, destacou Loni. Ela participou do seminário Avaliação dos Primeiros 45 dias de Áudio-descrição nas Televisões Brasileiras – pela Garantia do Direito à Comunicação e à Informação da Pessoa com Deficiência, promovido pela Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Segundo Loni, o curso de áudio-descritor será lançado inicialmente, no próximo semestre, pelo SENAI de Alagoas e poderá ser expandido para todos os estados. “Será uma capacitação com 180 horas dividida em módulos, que são técnicas de descrição para contar detalhes como cenários, cores, gestos, expressões faciais, entre outros. É uma nova linha de atuação do SENAI”, disse a gestora.

Segundo ela, o áudio-descritor é umas das profissões do futuro. Com a exigência da Portaria 188/2010 haverá necessidade de trabalhadores para atender a demanda. “A áudio-descrição é algo muito novo. A portaria que a exige na televisão brasileira tem apenas 45 dias. Isso impulsionará o mercado de trabalho”, disse Loni. A regulamentação do Ministério das Comunicações prevê que todas as empresas que detenham concessão, permissão ou autorização para exploração de serviço de radiodifusão de sons e imagens, retransmissão de televisão ofereçam o recurso.

Outra iniciativa apresentada por Loni no seminário da Câmara é o auditório da escola do SENAI Ítalo Bologna, no município de Itu, São Paulo. O local foi adequado para que 5% da ocupação tenha áudio-descrição. “Antes da publicação da portaria já tínhamos a áudio-descrição nas nossas ações. Na Olimpíada do Conhecimento, que é um evento que recebe muitos visitantes, apresentamos filmes para cegos com áudio-descrição”, acrescentou Loni.

Durante o seminário da Câmara também foram discutidos os avanços necessários para que a áudio- descrição seja incluída na programação de TV brasileira. Entre os temas, foi discutida a regulamentação da profissão de áudio-descritor, os requisitos para a certificação e as dificuldades para implementação do sistema no Brasil.

Participaram do debate parlamentares, representantes de entidades ligadas à defesa dos Direitos Humanos e representantes da Organização Nacional dos cegos no Brasil, entre outros.

Fonte: CNI – Confederação Nacional da Indústria

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