Duas peças em cartaz no Recife dão exemplo de inclusão social

Recursos de acessibilidade como legenda, libras, programas em braile, audiodescrição e atendimento para cadeirantes levam diversão a quem tem deficiências.

Para lembrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado nesta quarta-feira (21), dois espetáculos em cartaz, no Recife, usam técnicas e linguagens que aproximam o público de cada história e dão exemplo de inclusão social.

"Nem Sempre Lila" estreia nesta noite no teatro do Sesc Santo Amaro e faz parte de um trabalho de mestrado da atriz, aluna da Universidade Federal de Pernambuco e audiodescritora Andreza Nóbrega. "Audiodescrição permite que as pessoas deficientes visuais possam assistir ao espetáculo sem perder informações importantes para a compreensão da obra", diz Andreza.

Enquanto o espetáculo se desenrola no palco, as imagens se transformam em palavras. Todos os detalhes do cenário, movimento e expressões dos atores em cena são minuciosamente descritos para deficientes visuais, que recebem essas informações pelo fone de ouvido.

Já o espetáculo "Ninguém Mais Vai Ser Bonzinho" está em cartaz em cinco cidades do Nordeste. A peça conta com recursos de acessibilidade como legenda, libras, programas em braile, audiodescrição e atendimento para cadeirantes.

A produção é do grupo de teatro da ONG carioca Escola de Gente, que faz um trabalho voltado para a inclusão social. "Apresenta situações do cotidiano, onde pessoas lidam com a diversidade de maneira às vezes equivocada. A gente apresenta isso em vários ambientes, na escola, no trabalho, na família…", diz o diretor e autor da peça Marcos Nauer.

Com bom humor e provocação, os atores mostram as dificuldades que pessoas com deficiência enfrentam no dia a dia por causa do preconceito e da falta de preparo da sociedade para acolhê-las.

Usando o recurso da audiodescrição e da leitura em braile, Manoel Aguiar garante que mesmo sem ver nada no palco, conseguiu enxergar tudo. "Eu participei da peça. Eu não vejo com os olhos, mas os recursos que me disponibilizaram fizeram eu ver a peça. Pelo ouvido, pelo tato, pela audiodescrição", diz.

Fonte: Redação do pe360graus

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