Potencial Formativo do Cinema e a Audiodescrição: Olhares Cegos

Este trabalho, intitulado O Potencial Formativo do Cinema e a Audiodescrição: Olhares Cegos, objetiva mostrar como o cinema pode contribuir no processo formativo de pessoas cegas, realçando a Audiodescrição (AD) em filmes como recurso de acessibilidade para quem não enxerga. Além disso, destaca a influência da família na construção de imagens mentais desde a infância e a importância do estímulo familiar na constituição do hábito de ir às salas exibidoras ou "ver" filmes em casa.

A sétima arte foi escolhida por estar diretamente ligada ao sentido sensorial da visão e também pelo fato de a audiodescrição já ser assegurada legalmente no Brasil desde 2006, embora na prática esteja apenas começando. A metodologia alia referencial teórico, história oral temática e relato autobiográfico da autora, deficiente visual.

Evidencia-se no trabalho que a família pode neutralizar estigmas do tipo "cinema não é coisa para cego"; o gosto pela audiência de filmes não tem relação com condições econômicas; o conteúdo fílmico possui componentes salutares na edificação subjetiva do sujeito cego; e a audiodescrição possibilita maior compreensão dos filmes e interação com a obra cinematográfica.

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