Mostra de teatro fez sucesso em Maringá e terá nova edição em 2012

Em 2012, Maringá terá uma 2ª edição da Mostra de Teatro Contemporâneo. A garantia é da Teatro & Ponto, idealizadora do projeto. A primeira edição do evento terminou no último domingo com o espetáculo "Olhares Guardados", da companhia londrinense Expressividade Cênica para Deficientes Visuais, e teve lotação esgotada em quase todos os espetáculos.

Para a segunda edição, a Teatro & Ponto diz que já existe o interesse do retorno de grupos que estiveram na mostra este ano, como o CPT (talvez com a nova montagem de "Pret a Porter") e a Cia. do Latão, e está em negociações com novas atrações, como a Cia. São Jorge de Variedades (SP).

Nesse ano, a mostra teve peças de grupos de Maringá, Londrina e São Paulo. Para 2012, a intenção é trazer também companhias de Curitiba e talvez também de outros Estados, como Minas Gerais.

Márcio Alex Pereira

Márcio Alex Pereira – organizador

"Também firmamos uma parceria com o Sesc para a co-realização do evento. E todos os grupos já mostraram interesse em voltar no ano que vem. Também teremos o projeto inscrito na Lei Rouanet, e gostaríamos de ter pelo menos uma peça com audiodescrição para deficientes visuais. Se queremos formação de plateia, não podemos deixar de pensar em quem tem necessidades especiais", diz Márcio Alex Pereira, da Teatro & Ponto.

Pereira garantiu que, na segunda edição da mostra, os preços acessíveis – neste ano, os ingressos custaram R$ 10 e R$ 5 (meia) – serão mantidos, assim como as palestras e oficinas.

"Tivemos empresas que renovaram as parcerias, novos parceiros e boas possibilidades de patrocínio com a inscrição do projeto na Lei Rouanet. A própria prefeitura também acenou com a possibilidade de um apoio mais efetivo", diz.

A Mostra de Teatro Contemporâneo aconteceu entre os dias 15 a 28 de agosto, com a apresentação de 11 peças, dois filmes, oficinas, palestras e uma feira de livros. Entre os grupos que participaram da mostra estão os paulistanos CPT, a Cia. do Latão, a Cia. da Mentira e o Club Noir.

Murilo Lazarin

Murilo Lazarin – organizador

Quase todas as peças da mostra tiveram lotação esgotada e foram vendidos ingressos extras para muitos espetáculos. "Muitas peças foram apresentadas para um número reduzido de pessoas, a pedido dos grupos. À medida que o público aparecia sem ingresso, negociávamos com cada grupo para ampliar a capacidade", diz Murilo Lazarin, da Teatro & Ponto.

A única peça que não lotou foi "Lamartine Babo" na estreia da mostra no Teatro Marista. Com capacidade de 911 lugares, recebeu um público de 750 pessoas. "Mas para o segundo dia do "Lamartine", que foi na Oficina de Teatro da UEM, restavam 60 ingressos que acabaram em duas horas de bilheteria", diz Lazarim.

As oficinas e palestras também tiveram um público superior às expectativas. No total, mais de cem pessoas participaram das oficinas e mais de 280 assistiram às palestras. Para Pereira, dois fatores foram importantes para o sucesso da mostra: a divulgação na mídia e o boca-a-boca. "Nós conseguimos alcançar nosso objetivo, que é atualização de conteúdo e formação de plateia. Também mostramos que há público para o teatro e que é um público bem heterogêneo", diz.

Visibilidade

Para Pereira, o sucesso da mostra se deve a um conjunto de fatores, como a abertura do curso de Artes Cênicas na UEM este ano, a realização do Núcleo de Dramaturgia do Sesi e o apoio de parceiros que deram visibilidade ao projeto, como O Diário, Shopping Maringá Park, Convention & Visitors Bureau e a Associação dos Profissionais de Propaganda.

"Foi um evento que surgiu no momento certo. Todo mundo estava querendo alguma coisa", diz. A mostra atraiu público não apenas de Maringá, como também de outras cidades como Marialva, Sarandi, Paiçandu, Mandaguaçu, Mandaguari, Campo Mourão, Londrina, Castelo Branco e até Foz do Iguaçu.

Apesar de ter trazido a Maringá nomes importantes do teatro brasileiro, como o CPT, Cia. do Latão e Roberto Alvim, a Mostra teve uma participação mediana da classe teatral maringaense.

"Para quem assistiu às peças – e isso eu ouvi de muita gente – foram experiências interessantíssimas", disse Pereira, que também é ator e diretor.

"Por exemplo, "Music Hall" foi prêmio Shell de iluminação usando oito refletores e também tivemos um público de mais de 100 pessoas para uma leitura dramática, que ninguém achava ser possível acontecer aqui."

Número

2.300 foi o público total que assistiu às peças exibidas na Mostra de Teatro Contemporâneo.

Fonte: DIÁRIO.COM

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