Polo Astronômico planeja ações de acessibilidade e implementa atividade piloto

O mês de agosto representou um momento marcante para o curso "Fundamentos Teóricos e Metodológicos para o Ensino-Aprendizagem em Astronomia: Formação de Educadores" realizado pelo Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho.

Promovido pelo Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho, pela primeira vez o projeto – que já contou com a presença de aproximadamente 400 professores de Foz do Iguaçu e região – teve a participação de uma integrante com deficiência auditiva.

Ao lado de professores da Secretaria Municipal de Educação de Medianeira, a professora da Unioeste, Andrea Carolina Bernal Mazacotte, que é surda, foi convidada a participar do curso. "Com a presença do intérprete de Libras (Roberto Mazacotte) adquiri muito conhecimento. Aproveitei também para fazer perguntas para entender o conteúdo e imaginar como ensiná-lo para os surdos", destacou.

Para melhor atendê-la, a equipe do Polo Astronômico realizou algumas adaptações no conteúdo e na didática utilizada, numa ação que representa apenas o início do projeto de acessibilidade que deve ser implantado aos poucos no Polo Astronômico e por todo o PTI. "A acessibilidade faz parte dos objetivos de um centro de Ciência. Devemos ter a consciência de que o conhecimento científico deve ser repassado a todos e sem excluir ninguém", destacou a pedagoga e bolsista do Polo Astronômico, Ana Maria Pereira.

Por meio destes processos, o Polo Astronômico irá buscar formas de comunicação e compreensão dos temas em Astronomia, adaptando os espaços com equipamentos e tecnologia assistiva para propiciar acessibilidade aos visitantes. O projeto terá o auxílio de outros especialistas na área de disseminação de ciência que visam a acessibilidade.

Essas atividades estão alinhadas com outras adaptações previstas para todo o polo astronômico a exemplo de sinalização adequada, piso tátil, placas em braile e com pictogramas, avisos sonoros e luminosos, além de adaptações no corrimão das escadas. As aulas do curso também terão mudanças, com a revisão e inserção de atividades experimentais táteis, audiodescrição e vídeo em Libras. A professora Andrea informou que já iniciou a elaboração de uma apostila para que outras pessoas com as mesmas necessidades possam participar de cursos dessa natureza.

Fonte: PTI – Comunicação



Mais sobre audiodescrição