Audiodescritora solicita retificação de informações para a Agência Brasil

Esta semana está ocorrendo o Seminário sobre Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência no âmbito da Comunidade dos países de Língua Portuguesa – CPLP. Fui convidada, juntamente com outros colegas, para falar em um painel intitulado "tecnologias assistivas". Fomos apresentar o lançamento de um Núcleo de pesquisa interdisciplinar em acessibilidade criado por nós e que envolve as áreas da saúde, educação, tecnologia e tradução. É com alegria que comunico a todos a criação desse núcleo que é fruto de projeto enviado a chamada pública do MCTI. Fiquei muito feliz ao ver, no dia seguinte à nossa fala, que recebemos destaque no Seminário da Agência Brasil de Notícias, em especial a pesquisa em audiodescrição. Vocês podem ler a matéria neste link. Porém, ao ler a edição de minha fala, fiquei muito contrariada, pois esta foi muito distorcida. Assim, enviei, mensagem à ouvidoria da agência pedindo uma retificação. Abaixo, segue a carta enviada.

Prezados, Gostaria primeiramente de agradecer o interesse desta Agência sobre o tema da audiodescrição e também pelo destaque dado à minha fala e à minha pesquisa na notícia: Seminário debate questões de acessibilidade na comunidade de países de língua portuguesa. Porém, minha fala foi editada de forma equivocada no trecho referido abaixo:
Ela explicou que os produtos culturais, filmes, teatro, musicais, espetáculos de dança, são os objetos de estudo da pesquisa por se tratar de materiais maleáveis. "A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está exigindo a aplicação de suas normas para os materiais audiodescritivos, e isso dificulta o trabalho. Com cultura, temos maior liberdade por se tratar de uma obra já finalizada e comercializada. Cabe aos autores desses objetos interferirem ou não", disse. Eu não disse, e nem poderia dizer, que as normas da ABNT vão dificultar o trabalho da audiodescrição, mesmo porque faço parte da lista de pessoas que estão discutindo essas normas. Eu expliquei que, apesar de a audiodescrição trabalhar com obras artísticas e depender de uma leitura desta por parte do audiodescritor, é interessante haver parâmetros para tal atividade, o que está sendo proposto pela ABNT. Não serão normas rígidas, que dificultarão o trabalho, mas critérios propostos a partir de pesquisas de recepção e depoimentos de usuários. Também não disse que caberia aos autores interferirem ou não nas obras. Muito pelo contrário! Disse que é de fundamental importância que existam regras e leis mais específicas que façam com que todos os produtos/projetos financiados pelo Governo tenham audiodescrição, já que hoje alguns diretores, produtores, têm ressalvas em permitirem a inserção de recursos de acessibilidade a suas obras. Vejam que os argumentos são bem diferentes e, os que vocês veicularam distorcem e prejudicam minha imagem frente à comunidade de pessoas com deficiência visual, bem como colegas acadêmicos com os quais trabalho, dialogo e convivo. Peço que retifiquem a notícia a fim de contribuir para ainda mais e de forma inequívoca para a divulgação da prática da audiodescrição e as pesquisas que estão sendo realizadas na Universidade de Brasília. Estou enviando esta mensagem com cópia para os organizadores do Seminário realizado na Secretaria de Direitos Humanos e para os colegas membros da lista que discute as regras da ABNT. Grata por sua atenção e na espera de sua colaboração, Soraya Ferreira Alves

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