Enfrentar os problemas com uma grande visão

Sem tabus ou preconceitos. Assim decorreu a Conferência "Tocar, Ouvir, Sentir", que teve lugar esta quarta-feira na Casa da Cultura de Coimbra.

Conferência Tocar, Ouvir, Sentir

A Sala Francisco Sá de Miranda esteve repleta para ouvir os vários intervenientes que, durante todo o dia, fizeram passar diversas mensagens sobre as problemáticas e respectivas soluções com que se deparam os deficientes visuais.

Foram debatidos alguns temas como a audiodescrição no cinema, no teatro, na dança, nas exposições culturais, a acessibilidade e usabilidade da WEB e de outras tecnologias digitais, as técnicas de leitura em voz alta, entre outros.

Contando com a presença de várias personalidades ligadas a estas matérias, o debate acabou por ter uma interacção muito grande, onde se incluíram diversas questões colocadas aos oradores e ainda uma presença de Fernando Alvim, via skype, que com a sua habitual boa disposição distribuiu sorrisos pela plateia.

Os audiolivros e as tecnologias tiveram um papel preponderante no seio das apresentações dos diversos oradores, cujo grande objectivo foi sensibilizar as pessoas para as necessidades de leitura de quem tem necessidades especiais, como são os casos dos deficientes visuais.

Ultrapassar obstáculos

José Guerra - mentor da conferência

Em jeito de balanço, José Guerra, o promotor desta Conferência, mostrou-se muito satisfeito com o evento, mostrando-se optimista quanto ao que pode ser feito para ultrapassar determinadas barreiras que ainda se colocam no caminho dos invisuais: Estou muito satisfeito com esta Conferência, nomeadamente devido à excelência das comunicações. O facto de a plateia estar repleta agradou-me imenso, embora não me tivesse surpreendido. Houve uma grande interacção entre os oradores e os presentes, o que nos permite ter esperança num futuro melhor. Podemos vir daqui a colher bastantes frutos, nomeadamente no que às barreiras psico-sociais diz respeito. As pessoas que hoje estiveram aqui podem fazer passar esta mensagem noutros locais, nomeadamente em escolas, e isso poderá ajudar a que a sociedade tenha uma visão mais alargada sobre este problema o que, no fundo, era o nosso grande objectivo.

"É preciso ser mais audaz na abordagem a esta problemática dos deficientes visuais. Temos que ter capacidade de inovar e não ficar agarrado ao que já está feito. Afinal, somos todos pessoas!".

por Eduardo Pedrosa Marques

Fonte: A BOLA . PT

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