Teatro acessível leva várias crianças ao auditório do Ceir

A peça Ninguém mais vai ser bonzinho faz inclusão de várias pessoas com deficiências

title=”Crianças na apresentação da peça Ninguém Mais Vai Ser Bonzinho” alt=”Crianças na apresentação da peça Ninguém Mais Vai Ser Bonzinho” src=”http://blogdaaudiodescricao.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Criancas-na-peca-Ninguem-Mais-Vai-Ser-Bonzinho-727470.jpg” />

Crianças na platéia durante a apresentação da peça

Ao lado do palco da apresentação de teatro, um telão com as falas dos atores em legendas, pessoas na plateia com fones de ouvido por onde ouviam a audiodescrição (narração das cenas para quem não enxerga), e uma intérprete no canto do auditório traduzindo as falas para Língua Brasileira de Sinais (Libras). Pela cena, é possível perceber que foi um espetáculo bem diferente. Trata-se da peça Ninguém mais vai ser bonzinho, apresentada na tarde dessa quinta-feira (20), no auditório do Ceir.

O grupo Os inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade utilizou recursos como legenda, libras, programas em braile e audiodescrição na apresentação de esquetes. A iniciativa integra a campanha Teatro acessível: arte, prazer e direitos que, através da arte cênica, apresenta diversas formas de discriminação, fazendo com que a plateia se reconheça nas cenas cotidianas.

Antes do espetáculo, a jornalista Claudia Werneck ministrou uma palestra sobre o livro Ninguém mais vai ser bonzinho, que deu origem à peça. Publicada no ano de 1996 pela WVA Editora, a obra foi a primeira no Brasil a tratar do tema a partir da Resolução 45/91, assinada pela ONU em 1990.

Claudia Werneck contou o que a fez despertar sobre a importância de se promover uma sociedade verdadeiramente inclusiva e falou sobre a experiência de fundar a ONG Escola de Gente, que atua há 10 anos na conscientização sobre temas como inclusão social e acessibilidade. "Descobri que a humanidade é de uma infinita diversidade e isso me fez abrir meu coração. Não sei se com o passar do tempo discriminamos menos ou se nos esforçamos mais em disfarçar a discriminação, que faz parte de todos nós, mas é isso que devemos trabalhar para extirpar", revelou.

A apresentação foi gratuita, graças ao patrocínio da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e do apoio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, que fomentam a iniciativa. "Essa parceria é a junção de uma decisão empresarial e de uma experiência artística em prol da valorização da diferença e das singularidades das pessoas. Juntas são forças indutoras de um reconceituar de ideias e princípios que alimentam a crença de um ideal: a plena inclusão", afirmou o coordenador do Projeto Acessibilidade: estratégia para inclusão (Proacessi) da Chesf, Manuel Aguiar.

Além do público atendido pelo Ceir e Cies, várias entidades também prestigiaram o evento, como a Associação de Amigos dos Autistas do Piauí (AMA), a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada), a Associação dos Surdos de Teresina (Aste) e a Apae. O secretário da Seid, Helder Jacobina, agradeceu a todos pela presença e disse que ficou feliz em saber que de todas as capitais por onde a turnê passou, Teresina teve uma das maiores receptividades.

Fonte: Piaui 180º

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