Governo investirá 54 milhões em audiovisuais, nem um centavo para torná-los acessíveis

Rio de Janeiro – O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) vai investir R$ 53,98 milhões em 64 projetos de produção independente de conteúdo para cinema e televisão, selecionados entre os habilitados nas duas chamadas públicas feitas em 2010. Os projetos escolhidos foram anunciados hoje (9) pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), gerenciadora do fundo criado em 2006 por lei federal, destinado ao fomento de toda a cadeia produtiva do setor audiovisual no Brasil.

No caso dos filmes, os 43 projetos que contarão com recursos do FSA, somados aos 16 anunciados há um mês, representam mais de 60% da média anual de lançamentos de longas-metragens nacionais nas salas de cinema do país. Para conteúdo de televisão, o FSA está investindo em 21 projetos, sendo 11 de seriados de animação, um reflexo da crescente especialização brasileira nessa área.

A desconcentração econômica e a descentralização geográfica foram a marca do processo seletivo desse novo ciclo de chamadas públicas do fundo. "Os resultados refletem o compromisso do governo de estimular uma indústria audiovisual robusta em diferentes polos regionais", disse o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel.

Segundo ele, esse compromisso se reflete tanto nos projetos selecionados da chamada linha A, que dispõe de R$ 34 milhões para investimento na produção de longas-metragens, como nos da linha B, com R$ 19,98 milhões para produção de programas de TV.

Das 174 propostas inicialmente habilitadas para a linha A, 43 foram aprovadas, representando 40 produtoras diferentes. Para Manoel Rangel, "o FSA permite a habilitação de vários projetos de uma mesma produtora, mas faz parte do esforço do fundo colocar em movimento o conjunto do mercado audiovisual e buscar a diversidade". Na linha B, foram aprovados 21 projetos de 19 empresas produtoras.

De acordo com o diretor-presidente da Ancine, o critério de diversidade também está presente nos gêneros (ficção, documentário e animação) e propostas aprovados para o cinema."São projetos de diretores estreantes e de veteranos, como Roberto Farias, que volta a filmar com o apoio do FSA", disse.

No caso da produção independente para TV, os programas selecionados têm a primeira exibição garantida em oito emissoras de TV de sinal aberto e programadoras de TV por assinatura. Três são públicas (TV Brasil, TV Cultura e TVE Bahia), uma privada de sinal Aberto (TV Record) e quatro, de sinal fechado (Canal Brasil, Esporte Interativo, History Channel e A&E Ole Networks).

por Paulo Virgilio, edição: Vinicius Doria

Fonte: Agência Brasil

Nota do Blog: para nós, pessoas com deficiência, seria obrigação do governo exigir a produção desses audiovisuais com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, uma vez que serão produzidos com recursos públicos.

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