Prefeitura de BH APOIA AÇÕES QUE AUXILIAM ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Ministério da Educação, desenvolve ações e atividades de formação de gestores e educadores e apoia a produção do livro digital acessível por meio do programa Educação Inclusiva, que desenvolve o Mec­Daisy, solução tecnológica que possibilita a geração de livros em formato digital acessível. O programa visa atender as necessidades de estudantes cegos ou com baixa visão.

O Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual (CAP-BH), que fica na rua Tupis 179, 7º andar, no Centro, é o órgão responsável pela produção de livros em MecDaisy em Belo Horizonte.

O programa permite a reprodução em áudio, gravado ou sintetizado, de conteúdo textual e não textual, a inserção e a ampliação de imagens com a descrição de figuras, gráficos, mapas, tabelas e outras ilustrações visuais presentes em obras didáticas e paradidáticas, além de possibilitar a impressão em braile. Por meio do tocador MecDaisy, um programa com síntese de voz, a pessoa com deficiência visual pode interagir com o texto escrito de forma autônoma a partir de comandos de teclado. Desta forma, é possível inserir anotações, usar marcadores, avançar e recuar na leitura, buscar uma palavra, frase ou página, soletrar, consultar o índice, ler notas de rodapé, legendas e descrição de imagens, entre outras funcionalidades.

O CAP-BH produziu até o momento, no padrão MecDaisy, 15 livros de literatura infantil e juvenil, uma coleção de livros de Geografia do ensino fundamental, um guia ortográfico da Língua Portuguesa e um livro sobre audiodescrição.

Para a diretora do centro, Elizabet Dias Sá, o programa é um avanço no que se refere à possibilidade de autonomia e independência da pessoa cega ou com baixa visão, na medida em que possibilita o direito à leitura que todos devem ter. O conjunto de livros de literatura infantil produzido pelo CAP-BH subsidia o trabalho da professora cega, Maria da Conceição Dias Magalhães, que trabalha no atendimento educacional especializado da Escola Municipal Geraldo Teixeira da Costa, que também atua com crianças deficientes visuais.

Em janeiro de 2011, o CAP organizou uma coleção de Geografia para alunos do ensino fundamental, que se encontra disponível no Acervo Digital Acessível (ADA), um depositário de obras didáticas e paradidáticas do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), ao qual se permite acesso para pesquisar os títulos e baixar os livros já convertidos ou para fins de conversão para o formato Mec­Daisy. "Esse processo de leitura para a pessoa cega é mais dinâmico e a desvincula da dependência da leitura subjetiva de outras pessoas que antes as auxiliavam", afirma Elizabet Sá.

Além da geração de livros em formato acessível, compete ao CAP-BH disseminar o programa no âmbito da rede pública e oferecer suporte e assessoramento aos professores das salas de Atendimento Educacional Especializado quanto ao uso e a aplicação deste recurso e de outras ferramentas de acessibilidade. O livro é fundamental para alunos, professores e outros leitores com deficiência visual porque representa o acesso ao conhecimento e à informação.

Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Ano XVII – Edição N.: 3945

Fonte: Diário Oficial de Belo Horizonte

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