A Responsabilidade Social da Televisão: vilã ou mocinha

Prêmio TV Sergipe 40 anos

Tema: A Responsabilidade Social da TV

Redação vencedora: Televisão: vilã ou mocinha?


A televisão surgiu na segunda metade do século XX, no momento de guerras e crises que atrasaram sua hegemonia como veículo de comunicação, principalmente na Europa. No Brasil a TV foi inaugurada em 1950 com o lançamento da TV Tupi, que transmitiu telenovelas, programas de auditório, seriados norte-americanos e telejornais.

O início não foi fácil, prova disso é que o primeiro jornal brasileiro "Imagens do Dia" não tinha horário certo para ir ao ar, tudo dependia da sorte, a tecnologia ainda não estava consolidada, os aparelhos de TV ainda eram inacessíveis a grande parte da população. Mas, aos poucos, ela foi seduzindo a classe média e depois toda população.

Com a popularização, mesmo uma família com poucas condições é provável que possua um televisor, atingindo, hoje, 90% dos lares brasileiros. Sendo assim o poder de influência desta caixa mágica tornou-se muito grande, e com os desequilíbrios ambientais e problemas sociais que o país enfrenta a TV precisou assumir suas responsabilidades sociais.

O telejornalismo tem um papel importante nesse contexto, pois a sua principal função é informar para formar opiniões, aperfeiçoando a maneira de pensar da população, conscientizando-os de seus direitos e deveres e ajudando para que possam resolver os mais simples ou complexos problemas.

O espaço das emissoras deve ser usado para discutir a pobreza, a situação dos hospitais, abandono de idosos, entre outros assuntos que merecem muito mais ênfase e não devem passar despercebidos pela população. Os programas têm por objetivo analisar os assuntos do dia, projetos sociais, preservação do meio ambiente.

A responsabilidade social do telejornal inclui transmitir aos telespectadores os acontecimentos políticos, os problemas sociais, a miséria, o descaso com a saúde, e também tornar a transmissão acessível para todos os públicos, desde portadores de necessidades visuais aos deficientes auditivos. A esses públicos deve-se possibilitar o acesso, para este deveriam ter a atuação de uma intérprete de língua brasileira de sinais ou ainda a tecnologia closed caption, para aqueles a áudio descrição, democratizando assim a promoção a conteúdos audiovisuais.

A televisão é capaz de prender milhões de pessoas em sua frente, transmitindo muito conhecimento, e interação com outras culturas, através de programas que mostram a realidades de outros países, com jornais que informam sobre os principais acontecimentos.

Em relação à cultura do seu povo, com pontos muitos positivos destacados, a TV deixa a desejar, e a influência da mesma na educação é bastante discutida. Há aqueles que dizem ser ela a culpada pelos problemas de violência, consumismo entre outros. Todavia, existem aqueles que afirmam ser o dever dos pais de permitir ou não que os filhos assistam a programas em horários indevidos.

Mesmo com tantas controvérsias sobre esta invenção não se pode negar que investir no conhecimento cultural é um traço da responsabilidade social da TV. A partir do momento que as emissoras incentivam programas educativos, que ajudem na formação da população, incentivando o conhecimento da história, da língua – seja através de novelas que retomem fatos marcantes na cultura, na transmissão de filmes com conteúdos históricos ou programas exclusivos para educação. Agindo desta forma, vê-se que a emissora cumpre com sua responsabilidade social.

Contudo, a qualidade dos programas brasileiros precisa evoluir mais. É necessário criar programas com mais conteúdos educativos e que sejam transmitidos em canais aberto e horários variados.

O brasileiro precisa ter acesso a informações de qualidade e para isso a população deve ter iniciativa, exigir das produtoras programas informativos, de cultura – música, cinema, pintura, temas estimuladores do desenvolvimento intelectual, da consciência global, jovens com mais iniciativas, que cuidem de si a preservação ambiental.

Porém, para isso é preciso negar-se a dar audiência a programas que desrespeitam o telespectador. É preciso destacar que a responsabilidade também pode aparecer nos programas de entretenimento, ao se preferir o humor politizado, analítico, e pode-se encontrar programas atuais assim.

A partir do exposto, conclui-se que, mesmo sendo este aparelho companheiro tão questionado, ele muito contribui para melhorar a vida das pessoas, acompanhando os solitários ou cumprindo o seu papel social de colaborar para formação de cidadãos mais conscientes, jovens com mais discernimento, que valorizem a arte, a cultura e a vida. Pode fazer ainda mais, tornando seu conteúdo mais acessível como também na promoção de atividades educativas e culturais.

Autora: Taísa de Souza Ribeiro Oliveira – Vencedora do Prêmio TV Sergipe de Redação – 1º Lugar do Ensino Médio – Colégio Estadual Sílvio Romero, 3º C Ensino Médio.

Fonte: Prêmio TV Sergipe 40 anos: Tema- A Responsabilidade Social da TV

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