Curso de audiodescrição no Rio Grande do Norte

Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Natal, 15 de Novembro de 2011
Visualização da Ação de Extensão Ação de Extensão Título: O uso da Audiodescrição na Instituição de Ensino Superior
Ano: 2011 Nº Bolsas Concedidas: 0 Nº Discentes Envolvidos: 0 Público Estimado: 25
Área Principal: DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA& Área do CNPq: Lingüística, Letras e Artes
Unidade Proponente: DEPARTAMENTO DE FISIOTERAPIA Unidades Envolvidas: CENTRO DE EDUCAÇÃO / CE
Tipo: CURSO
Município de Realização: NATAL – RN
Espaço de Realização: Auditório da Videoteca da BCZM na UFRN, Campus Central
Fonte de Financiamento: FINANCIAMENTO EXTERNO
Modalidade do Curso: Presencial Tipo do Curso: ATUALIZAÇÃO
Carga Horária: 40 Quantidade de Vagas: 25 Resumo Um dos desafios dos sec. XX e XXI foi assegurar o acesso aos bens culturais e comunicacionais como direito social de todos, orientando-se pela problematização e democratização de tais bens. Nesse contexto, a partir dos anos 80, ganha fôlego a defesa e a disseminação da audiodescrição como procedimento inclusivo de acessibilidade comunicacional, atendendo, principalmente, pessoas com deficiência visual. A audiodescrição consiste na transformação de imagens em palavras para que informações-chave transmitidas visualmente não passem despercebidas e possam também ser acessadas por pessoas cegas ou com baixa visão. O recurso, cujo objetivo é tornar os mais variados tipos de materiais audiovisuais (peças de teatro, filmes, programas de TV, espetáculos de dança, etc.) acessíveis a pessoas não-videntes, conta com pouco mais de trinta anos de existência. (FRANCO; SILVA, 2010, p.20) No Brasil, a presença sistemática da audiodescrição em contextos culturais data de 2003, no Festival de Cinema Assim Vivemos, no Rio de Janeiro (cf. COSTA, 2010) . Desde então, multiplicaram-se os grupos dedicados à audiodescrição, bem como, as atividades e eventos audiodescritos, como desfiles, programas de TV, peças teatrais, casamentos, exposições, etc. No contexto da universidade, destacam-se os trabalhos da Profa. Vera Lùcia Santiago, na Universidade Estadual do Ceará, da profa. Eliana Franco, na Universidade Federal da Bahia e o Prof. Francisco José, na Universidade Federal de Pernambuco. A despeito desse relativo crescimento, ainda se verifica um atraso em relação à necessária implementação de ações de acessibilidade comunicacional no que se refere às pessoas com deficiência visual, centrando-se, sobretudo, na audiodescrição. Um dos processos de implementação de maior relevo diz respeito à introdução da audiodescrição nos programas televisivos, cuja gênese, segundo Romeu Filho (2010) está relacionada com a chamada lei de acessibilidade (Lei n. 10.098), sancionada em dezembro de 2000, mas que só foi regulamentada quatro anos depois. A partir de então, conforme relata Romeu Filho, assiste-se a um embate político e legislativo, envolvendo as instituições federais, sobretudo, o Ministério da Comunicação, os principais canais de televisão e a sociedade civil, em especial, àquelas que defendem os interesses das pessoas com deficiência visual. Como resultado desse embate foi disciplinado, no início de 2011, que a programação televisiva audiodescritiva teria 2 horas semanais e, progressivamente, até 10 anos depois, atingiria 24 horas semanais. Outro desafio relacionado à audiodescrição diz respeito à educação inclusiva, em decorrência de que esse mecanismo de acessibilidade comunicacional pode contribuir decisivamente para a acessibilidade curricular, sobretudo, no que diz respeito aos artefatos áudio-visuais que são agenciados nos contextos escolares e acadêmicos, assegurando uma participação plena dos estudantes com deficiência visual das atividades curriculares que mobilizem tais artefatos. Esse é um dos campos de contribuição assumidos pela Profa. Dra. Lívia Motta e que vem colaborando com o MEC na inserção da audiodescrição na formação continuada dos professores, na perspectiva de formar grupos multiplicadores, de tal modo que a audiodescrição possa ser utilizada no contexto das salas de aula, sobretudo, das escolas públicas do país. No caso da Universidade, em particular da UFRN, a audiodescrição deve ser inserida na agenda da política de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, fazendo parte das suas linhas de ação e de seu programa de formação continuada da comunidade acadêmica, com vistas a assegurar ambientes de ensino-aprendizagem acessíveis que propiciem a equiparação de oportunidades cognitivas e culturais face aos eventos e aos materiais áudiovisuais utilizados no contexto da Universidade e das aulas. Além disso, o acesso à essa tecnologia assistiva permitirá que a UFRN, por meio da COMUNICA – TVU inicie o processo de utilização da audiodescrição em suas atividades televisivas, corporificando o compromisso da UFRN com a acessibilidade social e comunicacional. Por fim, a proposição desse curso inicial, orienta-se pela perspectiva da constituição de um grupo de referência que possa aprofundar estudos e atividades no campo da audiodescrição que colaborem e medeiem a audiodescrição de materiais, a configuração de banco de imagens e de filmes audiodescritos, bem como, que possa contribuir com o papel da UFRN no que se refere à formação continuada dos professores da rede básica de ensino. REFERÊNCIAS COSTA, Graciela Pozzobon, Audiodescrição e Voice Over no Festival Assim Vivemos. In:MELLO, Lívia Maria Villela de; ROMEU FILHO, Paulo. (Orgs.). Audiodescrição: transformando imagens em palavras.São Paulo: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010.p. 73-81 FRANCO, Eliana Paes Cardoso; SILVA, Manoela Cristina Correia Carvalho. Audiodescrição: breve passeio histórico. In: MELLO, Lívia Maria Villela de; ROMEU FILHO, Paulo. (Orgs.). Audiodescrição: transformando imagens em palavras.São Paulo: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010, p. 19-36. ROMEU FILHO, Paulo. Políticas Públicas de Acessibilidade para Pessoas com Deficiência – Audiodescrição na Televisão Brasileira. In: MELLO, Lívia Maria Villela de; ROMEU FILHO, Paulo. (Orgs.). Audiodescrição: transformando imagens em palavras.São Paulo: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010, p. 37-56 Programação Conteúdo programático Módulo 1 – Dia 22/11/2011 Manhã 8:00 às 10:00 – Deficiência visual e barreiras comunicacionais; 10:00 às 12:00 – Audiodescrição e os benefícios para alunos com deficiência visual, intelectual, alunos disléxicos e alunos sem deficiência; Tarde 14:00 às 18:00 – Audiodescrição – conceito, histórico e panorama mundial e brasileiro. Módulo 2 – Dia 23/11/2011 Manhã 8:00 às 10:00 – A audiodescrição no material didático; 10:00 às 12:00 – A audiodescrição em atividades culturais e recreativas no contexto escolar; Tarde 14:00 às 18:00 – A audiodescrição no livro de histórias. Módulo 3 – Dia 24/11/2011 Manhã 8:00 às 10:00 – A audiodescrição em filmes; 10:00 às 12:00 – Princípios e características linguísticas da audiodescrição; Tarde 14:00 às 16:00 – Caracterização de personagens; 16:00 às 18:00 – Elaboração de roteiros para audiodescrição. Módulo 4 – Dia 25/11/2011 Manhã 8:00 às 10:00 – A audiodescrição na formação a distância; 10:00 às 12:00 – A audiodescrição de imagens estáticas; Tarde 14:00 às 16:00 – A audiodescrição de imagens em arquivos Power Point; 16:00 às 18:00 – A audiodescrição de vídeos no ambiente virtual de aprendizagem. Público Alvo: Docentes, servidores e discentes Membros da Equipe
JEFFERSON FERNANDES ALVES, Categoria: DOCENTE, Função : COORDENADOR(A) ADJUNTO(A)
FRANCISCO RICARDO LINS VIEIRA DE MELO, Categoria: DOCENTE, Função : COORDENADOR(A) Fonte: SIGAA – Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas

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