A televisão e as redes sociais

Mais de 80% dos brasileiros com acesso à internet usam as redes sociais para compartilhar opiniões e dicas sobre programas de televisão. Aplicativos para smartphones ajudam na hora de criticar ou curtir uma atração.

Mão segurando um celular no qual se vê a imagem de um jogo de futebol

Tela plana, controle remoto e um bom sofá não são mais suficientes para assistir a televisão. Na lista, entram os smartphones, os tablets e os notebooks, que possibilitam o acesso às redes sociais. Uma pesquisa da Motorola Mobility sobre os hábitos de consumo de mídia feita com 9 mil pessoas na América do Norte, Europa, Brasil, México e Argentina revelou que a maioria dos telespectadores (72%) discute com os amigos o conteúdo de programas de tevê por meio das plataformas sociais, e durante a exibição.

Segundo o estudo, os entrevistados relataram que a experiência da televisão tradicional é aprimorada pelo entretenimento digital e pelas mídias sociais. Além disso, há uma busca por conteúdo e conexão via tevê. Em 2010, esse número era quase duas vezes menor que o registrado no ano passado.

No Brasil, o número de pessoas tuitando ou postando no Facebook durante os programas de televisão é de 82% dos entrevistados, um aumento de 18% se comparado a 2010 – e 10 pontos percentuais mais alto que a média mundial. Desses, 43% utilizaram para recomendar a um conhecido um programa de televisão.

"Estamos vivendo em uma era de convergência. Os smartphones e tablets estão mudando fundalmentamente o modo como as pessoas consomem e interagem com a mídia", ressalta Diego Higgins, diretor de Mobile do Yahoo! Brasil.

Quatro fatores são apontados como responsáveis por esse aumento. Primeiro, a necessidade de estar conectado às redes sociais – os brasileiros passam em média 6 horas por dia navegando nessas plataformas. Segundo, a crescente venda de smartphones. Terceiro, a chegada dos aparelhos de televisão inteligentes. Por fim, a explosão de aplicativos feitos para compartilhar o que é visto na televisão – só na App Store, loja de programas dos dispositivos da Apple, são mais de 300 opções.

A popularidade desses aplicativos é tão grande que já há versões segmentadas, que permitem compartilhar apenas um tipo de atração, e aquelas que englobam outras mídias e atividades, como ler livros. Nesse último caso é que está o GetGlue. Em parceria com mais de 50 empresas no mundo, o GetGlue conta com mais de 2 milhões de usuários. "Estamos no cerne de um fenômeno que está acelerando rapidamente. As pessoas escolheram aumentar a interação social enquanto consomem conteúdo", explicou ao Correio Alex Iskold, CEO e fundador do GetGlue .

O funcionamento é simples. Após fazer o download, disponível em aparelhos com iOS, Android e com uma versão mobile para outras marcas, basta integrar a conta com o Facebook (ou fazer um cadastro separado). A partir daí, o usuário pode escolher entre oito categorias: programas de tevê, músicas, livros, filmes, jogos, tópicos para discussão, conversas sobre celebridades e vinhos. Em seguida, dê o check-in, assim como acontece no foursquare, mas, nesse caso, será para dizer qual atividade está sendo feita. Há ainda a opção de avaliar e deixar comentários acerca da canção que se está ouvindo, por exemplo. "A internet tem tido um importante papel no modo como as pessoas consomem as atrações midiáticas. Há uma união do entretenimento com as redes sociais", ressalta Iskold.

O IntoNow – adquirido pelo Yahoo! no ano passado – é outro exemplo de como é possível melhorar a experiência de convergência entre a tevê e as redes sociais. Em vez de o usuário digitar ou localizar em uma lista o nome do programa, basta apertar um botão que o aplicativo localiza por meio do áudio da televisão o que está passando na telinha. Foram armazenados no banco de dados da empresa mais de 14 milhões de minutos de transmissão de diversas emissoras de TV, o que equivale a mais de 266 anos de conteúdo. A central monitora cerca de 130 canais nos Estados Unidos. "A interação do público com as emissoras de TV é algo sempre bom para as duas partes. O IntoNow ajuda a verificar e entender exatamente o que o espectador está assistindo e dar comunicação a eles", explica Higgis do Yahoo!.

O IntoNow, ao ouvir o áudio de uma série televisiva, por exemplo, é capaz de identificar o nome do episódio, o capítulo e a temporada. Por enquanto, o aplicativo funciona apenas para os Estados Unidos, mas deve ser por pouco tempo. "Claro que vamos expandir o serviço internacionalmente em vários mercados, mas ainda não posso dizer o que temos de concreto", diz Higgins, do Yahoo!

Em todo lugar

O estudo da Motorola Mobility mostra que os telespectadores do Brasil estão deixando de assistir a programas no televisor. Apenas 12% dos entrevistados veem tevê utilizando um aparelho tradicional. Enquanto isso, o número de celulares usados para esse fim está crescendo no Brasil. Segundo a pesquisa, 34% dos brasileiros assistem atrações pelo telefone, sendo que 19% fazem isso todos os dias. Com esses números, o país está a frente de todos os outros 16 pesquisados.

Ataide de Almeida Jr.

Fonte: Correio Brasiliense

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