Governo quer acessibilidade na Rio+20

Pessoa com deficiência visual

Estão sendo contratadas pessoas com deficiência para assessorar os organizadores

Segundo a organização, o trabalho de garantir acessibilidade é voltado para a conferência em si e para a cidade do Rio

A acessibilidade em todas as áreas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, é uma preocupação do governo federal, compartilhada pelos governos do estado e do município do Rio, disse o secretário nacional do Comitê Nacional de Organização da Rio+20, Laudemar Aguiar. A conferência da ONU ocorrerá em junho próximo, na capital fluminense.

A meta é tornar a Rio+20 o mais acessível possível. "Porque, se a ideia da presidenta Dilma Rousseff e das Nações Unidas é que a conferência seja participativa e inclusiva, você não pode excluir cerca de 40 milhões de brasileiros que têm algum tipo de deficiência", disse Aguiar.

Ele explicou que o trabalho de garantir acessibilidade é voltado para a conferência em si e para a cidade do Rio. A iniciativa tem duas vertentes e abrange tanto as pessoas credenciadas para a agenda oficial, quanto as que não estão credenciadas, mas poderão participar dos eventos paralelos que serão realizados em áreas da Barra da Tijuca, no Parque do Flamengo, no Píer Mauá e na Quinta da Boa Vista.

A primeira vertente diz respeito aos equipamentos físicos e digitais. "Nós estamos criando um novo patamar de acessibilidade para as conferências da ONU na Rio+20", garantiu o secretário. Ele está consciente de que não há tempo hábil nem meios para fazer com que a conferência e a cidade sejam totalmente acessíveis. "Mas a ideia é criar um caminho".

A segunda vertente consiste em garantir acessibilidade na própria organização do evento. Para isso, estão sendo contratadas pessoas com deficiência para assessorar os organizadores, de maneira que o trabalho seja feito da forma correta. "E contratar pessoas com deficiência também para mostrar que elas podem produzir e contribuir".

O secretário acredita que em pouco tempo a acessibilidade será compreendida pela população em geral e fará parte do dia a dia das pessoas. "Significa cumprir o que é regulado por lei no Brasil", disse à Agência Brasil o coordenador de Relações com a Sociedade Civil da Rio+20, João André Rocha. Ele destacou que a acessibilidade é um dos pilares do desenvolvimento sustentável.

Além do trabalho para criar acessibilidade física, há preocupação em relação à acessibilidade de conteúdo nos documentos oficiais da conferência, como recursos em braille (sistema de leitura para cegos), em closed caption (legenda oculta) e em audiodescrição (solução de acessibilidade destinada a pessoas com deficiência visual, podendo ser realizada ao vivo ou gravada), por exemplo.

Alana Gandra

Fonte: Agência Brasil

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