Galera de cegos lotou o Cinebar do CineSesc

Na última sexta feira 13, fui na companhia de mais uma galera de cegos, 7 pessoas com deficiência visual, assistir a um filme no Cinesesc,em São Paulo. Naquele mesmo local, há 2 anos, eu tive contato pela primeira vez com a audiodescrição e fiquei impressionado com a possibilidade de acompanhar um filme na íntegra, sem perder nenhuma cena ou acontecimento. Estava conosco, ainda, o amigo Paulo Romeu, coordenador do Blog da Audiodescrição e dedicado lutador em prol desse recurso. Estavam ali, entretanto, pessoas que tiveram contato pela primeira vez com a audiodescrição e que certamente sentiram-se igualmente desnumbradas.

Em um barzinho no mezanino onde podíamos acompanhar o filme enquanto tomávamos ou comíamos alguma coisa, pudemos prestigiar o trabalho de profissionais que, já há algum tempo, vem proporcionando a nós, pessoas com deficiência visual, acessibilidade plena a diversos filmes nacionais e estrangeiros. Preciso ressaltar, porém, que não só a galera de cegos ou pessoas com baixa visão são beneficiadas pela audiodescrição. O recurso também é extremamente útil aos disléxicos, idosos e todos aqueles que, por alguma razão, tem alguma limitação que lhes impossibilita o acompanhamento pleno de um filme, documentário ou qualquer outro material audiovisual.

Sou particularmente grato a Iguale, ao Cinesesc e a todos aqueles que militam pela ampliação da audiodescrição em todos os meios de comunicação. Sinto, todavia, que também temos que fazer a nossa parte, enquanto pessoas com deficiência e que necessitam desse recurso.

A galera de cegos e pessoas com baixa visão precisa ir ao cinema, ir ao teatro, cobrar dos diretores e organizadores que contemplem, em seus trabalhos, o recurso da audiodescrição. Só assim seremos notados enquanto potenciais clientes dos materiais produzidos.

Fonte: Blog do Diniz

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