Governo do Amazonas intensifica ações culturais para pessoas com deficiência

Ações do Governo do Amazonas intensificam a inclusão de Pessoas com Deficiência em eventos da Secretaria de Cultura

Na sala de jantar estão Lulu e Dr. Schon. Ela de vestido preto e branco com uma fivela lateral na altura da cintura, no decote do busto uma flor vermelha. Olhos azuis e cabelos loiros, presos em coque. Usa um colar de pérolas e uma sandália dourada. Está sorridente. Dr. Schon, tem cabelos grisalhos penteados para trás, sua barba é branca. Usa camisa branca, paletó, calça social e sapatos pretos. O colete e a gravata são de cor cinza. Na expressão, testa franzida e dentes prensados.

É assim que, no sábado (28), às 20h, será apresentada a ópera Lulu, de Alban Berg (1885 – 1935), para deficientes visuais no Teatro Amazonas, através de um serviço oferecido gratuitamente pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, chamado "Aaudiodescrição".

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que permite ao deficiente visual acompanhar espetáculos de teatro, musicais, filmes e até mesmo óperas. Para isso é disponibilizado um aparelho, similar ao de tradução simultânea, no qual o deficiente ouve os detalhes que não enxerga: movimentação em cena, figurino, acessórios, cenário, etc.

O serviço já é oferecido no Teatro Amazonas desde o ano de 2009 quando foi encenada a primeira ópera audiodescrita no Brasil: "Sansão e Dalila", de Camille Saint-Saëns, durante o XIII Festival Amazonas de Ópera. "O Governo do Amazonas foi pioneiro a utilizar o serviço de audiodescrição para exibir uma ópera. Gravamos um marco na história do Amazonas e Brasil em se tratando de acessibilidade", afirmou o secretário de estado de cultura, Robério Braga.

Para que os equipamentos funcionassem de maneira adequada foi montada uma cabine no terceiro pavimento do Teatro Amazonas, onde os audiodescritores (profissionais que fazem a audiodescrição) transmitem as informações que foram previamente organizadas em roteiro, incluindo as legendas, em caso de espetáculos em outro idioma. O equipamento foi doado, ainda em 2009, pelo Instituto Vivo.

Os deficientes visuais acompanham o espetáculo de qualquer lugar do teatro. "Damos preferência à disponibilização de assentos na plateia ou nas frisas (camarotes em nível de plateia) para facilitar o acesso, principalmente para evitar o uso de escadas ou distanciamento dos banheiros e saídas de emergência. E se precisarem de algo a orientação é que levantem as mãos para que alguém de nossa equipe de receptivo possa visualiza-lo", afirma a diretora do Teatro Amazonas, Jessilda Furtado.

Os ingressos para a ópera "Lulu" são limitados e podem ser adquiridos gratuitamente por deficientes visuais através da Biblioteca Braille. Mais informações e reservas através do (92) 3234-0588 ou (92) 9128 2557, de segunda a sexta-feira das 8h às 12h ou das 13h às 17h.

Fonte: Amazonas Notícias

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