I Mostra de Teatro Acessível da Escola de Gente

Dois espetáculos teatrais gratuitos – e com acessibilidade – serão o destaque da primeira edição da Mostra de Teatro Acessível, evento que a ONG Escola de Gente – Comunicação em Inclusão realiza nos dias 2 e 3 de maio, no teatro do Oi Futuro do Flamengo. Além das apresentações, a mostra contará com uma oficina de teatro acessível e com uma mesa redonda para debater o tema acessibilidade na cultura.

Mostra de Teatro Acessível - convite virtual

Descrição da imagem: a imagem possui um fundo branco e em sua margem esquerda encontra-se uma barra multicolorida, formada por diversos retângulos sobrepostos nas cores rosa, azul, amarelo, verde, roxo e branco

Evento acontece no oi futuro do flamengo e faz parte das comemorações dos 10 anos da escola de gente.

O evento, patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro, garantirá a participação de pessoas com deficiência, como previsto em lei, por meio de legenda eletrônica, intérprete de Libras, programas em braile e em letra ampliada, audiodescrição, visitas guiadas ao cenário dos espetáculos, além de atendimento prioritário, também para pessoas com mobilidade reduzida.

A programação terá início com uma oficina de teatro acessível para 40 artistas pré-selecionados, ministrada pelo grupo Os Inclusos e Os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade, da Escola de Gente. O grupo surgiu a partir da iniciativa de jovens estudantes de Artes Cênicas, entre eles a atriz Tatá Werneck, hoje VJ da MTV. Nos últimos anos, mais de 45 mil pessoas já assistiram às apresentações do grupo em 17 estados de todas as regiões do Brasil. As inscrições para a oficina podem ser feitas através do e-mail escoladegente@escoladegente.org.br . Na sequência, uma mesa redonda irá debater o tema acessibilidade na cultura, políticas e prática.

A abertura oficial da Mostra acontece às 19 horas com o espetáculo Ninguém mais vai ser bonzinho – Em Esquetes, encenado pelo grupo Os Inclusos e os Sisos. Apresentado pela primeira vez em 2007, com texto e direção de Diego Molina, a peça foi adaptada por Marcos Nauer, em 2011, para circular por sete cidades da região Nordeste. Em 2012, circulará por outras cidades com patrocínio da empresa Vale por meio de Lei Rouanet.

Com bom humor, as cenas vão revelando formas sutis de discriminação. O livro que deu origem ao espetáculo, Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva, é de Claudia Werneck, publicado no ano de 1996 pela WVA Editora, especializada em inclusão, e se tornou a primeira obra no Brasil a tratar do tema.. Assim como o livro, a peça tem como tema central a urgência em se promover uma sociedade inclusiva, passando da fase de conscientização para a de ação.

No segundo dia da Mostra quem sobe ao palco é o ator Charles Fricks, vencedor dos prêmios Shell e APTR, na categoria Melhor Ator, pela atuação no monólogo O Filho Eterno, da Cia dos Atores de Laura, com direção de Daniel Herz. A versão para o palco do premiado livro de Cristóvão Tezza narra as dificuldades de um pai lidar com o filho que nasce com síndrome de Down. Pela primeira vez este espetáculo será apresentado com acessibilidade, numa decisão e oferta da Escola de Gente. O objetivo é mobilizar outros grupos teatrais para a prática da acessibilidade em espetáculos culturais.

A I Mostra de Teatro Acessível integra a campanha Teatro acessível: arte, prazer e direitos, lançada pela Escola de Gente em junho de 2011 com o espetáculo Um Amigo Diferente?. Na ocasião, estiveram presentes o Secretário da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Henilton Menezes e a procuradora da República no estado de São Paulo, Eugênia Augusta Gonzaga, que atestaram o quanto os projetos culturais da Escola de Gente estavam alinhados com as políticas públicas e com a legislação nacional e internacional sobre direitos humanos.

Escola de Gente – Fundada em abril de 2002, a Escola de Gente trabalha a favor da inclusão de grupos em situação de vulnerabilidade na sociedade, especialmente crianças, adolescentes e jovens com deficiência. Através de ações de Comunicação, Cultura e Educação, a ONG tem como objetivo democratizar o conceito e a prática da sociedade inclusiva. A organização incide em políticas públicas e integra, além do Conselho Nacional de Juventude, o Conselho Estadual de Juventude e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, entre outras redes.

Em uma década, a Escola de Gente já atuou em 16 países da África, Europa, América do Norte e América do Sul e em todas as regiões do Brasil, sensibilizando diretamente 400 mil pessoas e mais de um milhão indiretamente, ao defender um conjunto de princípios, reflexões e conteúdos que se transformaram em estudos e metodologias premiadas e confirmam a sua missão institucional: "trabalhar para que políticas públicas sejam inclusivas". "Políticas públicas inclusivas são aquelas que, simultaneamente, buscam soluções para a desigualdade social, ratificam a diversidade como um valor inquestionável e garantem direitos humanos, desde a infância, para pessoas com e sem deficiência", explica Claudia Werneck. "Atuamos no sentido de romper com a confortável ilusão de que tudo que precisamos fazer em relação a pessoas com deficiência é admitir, finalmente, que existem; e permitir, caridosamente, que vivam. Como se a garantia de direitos, de todos os direitos – e não apenas daqueles que escolhemos – a crianças e adolescentes com deficiência fosse um debate secundário e, portanto, adiável. Para a Escola de Gente não é. E nunca será", completa.

A Escola de Gente conta atualmente com o patrocínio master da Vale.

I Mostra de Teatro Acessível, dias 2 e 3 de maio – Oi Futuro do Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo).Entrada gratuitaAs senhas serão retiradas gratuitamente na bilheteria do Oi Futuro uma hora antes dos espetáculos e estarão sujeitas à lotação do teatro.

Fonte: Revista Fator

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