Forum Brasil de Televisão – o que foi dito sobre acessibilidade

Custo elevado dificulta adoção de recursos de acessibilidade na TV

A televisão brasileira está longe de cumprir as regras de acessibilidade em seu conteúdo. Por conta disto, deixa de atender com a sua programação uma parcela significativa da população formada por portadores de deficiência auditiva ou visual.

Em um debate no Fórum Brasil de Televisão nesta terça, 5, Marcelo Camargo, da Drei Marc, apontou que existem 6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva e outras 15 milhões com alguma deficiência visual no Brasil. Segundo ele, alguns dos principais canais de TV aberta já contam com recurso de closed caption em parte significativa de sua programação. No entanto, a janela de Libras (linguagem brasileira de sinais) é muito pouco usada. Já a audiodescrição, está apenas nos principais filmes exibidos na Globo. Segundo ele, este recurso de acessibilidade merece atenção e planejamento. "Um dos fatores mais importantes para a lentidão da audiodescrição é o custo", diz. Ele lembra que o serviço de audiodescrição demanda muito tempo de trabalho de profissionais altamente especializados. "É preciso observar muito bem cada cena e saber o que naquela cena é importante ser descrito", explica.

João Worcman, da distribuidora Synapse, apontou que é preciso encontrar maneiras de viabilizar o processo para incluir recursos de acessibilidade (closed caption e audiodescrição). "Colocar lei é fácil, mas tem que ver como faz isso com a realidade das emissoras", diz. Ele propôs no evento a isenção de parte da Condecine paga por títulos que contam com estes recursos.

Para Mauro Garcia, do CineBrasilTV, uma forma possível de reduzir o custo é contratar os serviços de closed caption e audiodescrição juntamente com os de legendagem e dublagem, uma vez que parte do trabalho poderá ser usada em ambos os processos.

Paulo Barata, diretor do Universal Channel, propôs ainda que o custo seja rateado entre as diferentes janelas de exibição da obra como TV aberta e por assinatura, por exemplo.

Fonte: Tela Viva News, com informações da Converge Comunicações

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