Cinema e Argumento entrevista a audiodescritora Márcia Cáspary

Acho que eu estaria perdido se não pudesse mais ver filmes. Imagine perder a visão – ou nascer sem ela – e ser privado de ir ao cinema, de ver um filme em casa. No Brasil, 11,8 milhões de pessoas têm deficiência visual, e 160 mil delas possuem incapacidade total de enxergar. Com isso, vem à tona uma realidade que poucos conhecem: afinal, onde está o cinema para as pessoas com deficiência visual? Onde elas podem contar com acessibilidade? Infelizmente, em pouquíssimos lugares. Por outro lado, a luta para resolver esses questionamentos nunca termina. E uma grande guerreira dessa jornada é a gaúcha Marcia Caspary, audiodescritora que já marcou presença em grandes eventos como o Festival de Cinema de Gramado, onde foi uma das responsáveis por levar a acessibilidade cultural para pessoas com deficiência visual.

O caráter rebelde da audiodescrição brasileira. Será?

A áudio-descrição, cuja origem se deu nos Estados Unidos, em meados da década de 70, e cujos principais nomes de todos os tempos incluem Gregory Frazier, Margaret e Cody Pfanstiehl, Jesse Minkert e Joel Snyder, hoje representa importante recurso de tecnologia assistiva para a educação, cultura e lazer de pessoas com deficiência visual ou com outras deficiências, naquele país e no mundo.

A urgência dos estudos brasileiros sobre audiodescrição

Procurou-se neste artigo traçar um panorama da audiodescrição. Um panorama que abrangesse um pouco da sua história, em outros países e especialmente no Brasil, e que apresentasse suas diferentes modalidades, em função dos diferentes tipos de evento ou de produto em que é usada.

Intercâmbilo alavanca pesquisas brasileiras sobre audiodescrição

O convênio do Programa de Pós-graduação em Linguística Aplicada – PosLA (UECE) com o Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem – POSLIN (UFMG), através do PQI/CAPES, foi iniciado em 2002, com os seguintes objetivos: qualificar os professores do Curso de Letras da UECE; estabelecer intercâmbio entre grupos de pesquisa das duas instituições, visando ao fortalecimento do PosLA em suas várias atuações. O convênio foi finalizado em 2008. A parceria entre UECE e UFMG foi muito frutífera porque uniu a experiência da UFMG com pesquisa experimental em tradução e da UECE com a tradução audiovisual.

Construindo menu acessível para DVD

Este trabalho tem como objetivo descrever o passo a passo da construção de um menu de DVD falado que permite ao deficiente visual navegar pelo menu de DVD de forma independente.

Teatro com audiodescrição na Feira do Livro de Porto Alegre

O Grupo Ueba – Produtos Notáveis faz parte da programação cultural da maior feira do livro a céu aberto nas Américas. A trupe foi convidada a realizar doze apresentações durante a 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, que inicia em 26 de outubro.

Grupo adapta O Mágico de Óz para cegos

O grupo de teatro de uma academia de Sorocaba (SP) apresentou nesta sexta-feira (26) uma adaptação da peça "O Mágico de Oz", do projeto "O Teatro e o Deficiente Visual – Um toque apenas". A iniciativa é da Associação Sorocabana de Atividades para os Deficientes Visuais (ASAC).

Não me toque, estou cheia de lágrimas

Pela primeira vez, a Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul abre as portas para a dança. O espetáculo Não me toque estou cheia de lágrimas – Sensações de Clarice Lispector vai acontecer em três salas distintas da instituição, fazendo com que o público percorra junto com a bailarina os três atos da obra.