Contos de Fadas Inclusivos aliam literatura, artes visuaise acessibilidade

A Casa de Cultura Mario Quintana sediará o lançamento do projeto "Era uma Vez um Conto de Fadas Inclusivo", com foco na deficiência e composto por onze livros infantis e uma exposição inclusiva, no dia 23 de outubro (terça-feira), às 19h, no hall de entrada do centro cultural. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Cultura (MinC), tem apoio da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos e da Secretaria da Cultura, através do Museu de Arte Contemporânea (MAC/RS) e é patrocinada pelo Banrisul, AGCO e Grupo Savar.

Era uma Vez Cócegas na Floresta - Joao e Maria: Leandro Selister

Cócegas na Floresta – João e Maria’ fala de surdez

As publicações têm proposta inovadora, visando a educação inclusiva, ao revisitar os clássicos contos de fada, acrescentando aos protagonistas algum tipo de deficiência. Elas são escritas e ilustradas pelo fisioterapeuta Cristiano Refosco e possuem edição de arte e design gráfico do artista Leandro Seliter. São elas: "Chapeuzinho da Cadeirinha de Rodas Vermelha" (paraplegia), "Branca Cega de Neve" (cegueira), "O Pequeno Polegar que Não Conseguia Caminhar" (paralisia cerebral), "João Sem Braços e o Pé de Feijão" (malformação congênita), "Pinóquio das Muletinhas" (paralisia cerebral), "O Segredo de Rapunzel" (malformação congênita), "Cócegas na Floresta – João e Maria" (surdez), "A Bela Amolecida" (doença neuromuscular), "Aladown e a Lâmpada Maravilhosa" (síndrome de Down), "Alice no País da Inclusão" (autismo) e "Cinderela Sem Pé" (malformação congênita).

Para democratizar o acesso, a coleção conta com uma versão em áudio, na qual é possível ouvir a contação das histórias e/ou acompanhar a audiodescrição das imagens de cada um dos livros. As onze sinopses das histórias estão disponíveis no site www.imaginancia.com.br.

O objetivo principal é que a coleção se torne um instrumento de apoio no trabalho de inclusão das pessoas com deficiência, fomentando a utilização dos livros, tanto nas atividades escolares quanto no convívio familiar. "Pretendemos que a coleção seja uma forma de disseminar a cultura da acessibilidade. Essa consciência deve ser despertada desde a infância", sustenta o autor Cristiano Refosco, que há 13 anos atua no atendimento de crianças com deficiência e teve na sua rotina a inspiração para escrever e ilustrar a coleção.

Dados do IBGE de 2010 apontam que o número de indivíduos com algum tipo de deficiência física ou intelectual supera 20% da população brasileira, o que representa cerca de 45 milhões de pessoas. No Rio Grande do Sul, são 2,5 milhões de cidadãos nessa condição.

Acompanhando a temática da obra a exposição acessível sobre as histórias dos livros possui piso podotátil e paineis com versão em Braille, onde o público poderá saber mais sobre as histórias. Na ocasião o deficiente visual Daniel Uchoa fará uma apresentação com harpa. A visitação será até dia 11 de novembro.

Serviço:

Dia: 23 de outubro – terça-feira).
Hora: 19h.
Local: Hall de entrada da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736).
Visitação da exposição: até 11 de novembro. Segundas, a partir das 14h; de terças a sextas, das 9h às 19h e sábados, domingos e feriados, das 12h, com encerramento sempre às 21h.
Observação: na ocasião estarão disponíveis 200 coleções, com preço especial.
Entrada franca.

Fonte: Casa de Cultura Mário quintana

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