O caráter rebelde da audiodescrição brasileira. Será?

No presente artigo, intitulado O caráter rebelde da audiodescrição brasileira, são apresentadas algumas lições que os primeiros formadores de áudio-descritores registraram ao promoverem o treinamento de áudio-descritores no seu país e ao difundirem a áudio-descrição em outros continentes.

A áudio-descrição, cuja origem se deu nos Estados Unidos, em meados da década de 70, e cujos principais nomes de todos os tempos incluem Gregory Frazier, Margaret e Cody Pfanstiehl, Jesse Minkert e Joel Snyder, hoje representa importante recurso de tecnologia assistiva para a educação, cultura e lazer de pessoas com deficiência visual ou com outras deficiências, naquele país e no mundo.

O artigo revela, ainda, a influência marcante desses formadores na formação de pelo menos um dos atuais formadores de áudio-descritores brasileiros.

Embora ainda no desabrochar de sua existência no Brasil, a áudio-descrição tem dado passos largos e decisivos como tecnologia assistiva que promove a inclusão cultural e de lazer de pessoas com deficiência visual em, pelo menos, parte do nosso continental país.

Estando ainda na adolescência, contudo, a áudio-descrição brasileira demonstra seu caráter rebelde”, por exemplo, quando se recusa, renega ou refuta orientações/diretrizes importantes da tradução visual, defendendo uma “audiodescrição brasileira”, regrada/normatizada, em oposição a uma áudio-descrição que esteja iluminada por orientações/diretrizes norteadoras do trabalho tradutório do áudio-descritor.

Nota do Blog:

Sem xenofilia, sem xenofobia, sem ufanismos, o Blog da Audiodescrição defende e apoia todos os estudos e pesquisas brasileiras sobre audiodescrição.
Existem vários modelos de audiodescrição: americano, canadense, britânico, alemão, japonês,… O modelo brasileiro pode até vir a ser cópia fiél de algum deles, mas não sem que sejam testados para avaliar as adaptações necessárias para os espectadores tupiniquins.
Consideramos que o caráter empoderativo da audiodescrição não está apenas na oferta do recurso com qualidade, não está apenas na elaboração de roteiros segundo este ou aquele modo de se audiodescrever. O caráter empoderativo da audiodescrição também está em permitir que os espectadores brasileiros escolham o modelo de audiodescrição que melhor atende suas necessidades, suas expectativas.
Entendemos que o caráter rebelde da audiodescrição brasileira está, justamente, em aceitar modelos importados sem que se faça uma investigação científica sobre a preferência do público brasileiro, como defendem os autores deste artigo que divulgamos.

Leia o artigo completo de Francisco J. Lima e Rosângela A. Ferreira Lima.

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