Centro Cultural reinaugura salas de cinema e promete audiodescrição

Com uma reforma orçada em R$ 10 milhões, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) já exibe mostra de filmes digitais. As obras começaram há um ano

Sala Lima Barreto no Centro Cultural

PraCegoVer: Sala Lima Barreto no Centro Cultural: programação contará com títulos nacionais e diretores contemporâneos(Foto: João Mussolin)

A sala de cinema Lima Barreto, do Centro Cultural São Paulo, foi reaberta para o público no final de dezembro. Quem passar por lá, até o dia 17, poderá conferir os filmes da Mostra Cinema Bit, dedicada ao suporte digital, com uma programação de títulos independentes, que fugiram das estratégias convencionais de produção e distribuição cinematográfica. O grande destaque da seleção fica por conta dos filmes da diretora russo-americana Julia Loktev, que virá a São Paulo apresentar Momento de Impacto (1998), Noite e Dia (2006) e Planeta Solitário (2011) – este último exibido com grande sucesso na mais recente edição do Festival do Rio.

Nas próximas semanas, o Centro Cultural São Paulo deve ganhar outra sala de cinema. Usada até então para espetáculos teatrais, a sala Paulo Emílio já deveria estar exibindo filmes, porém, devido a problemas burocráticos durante a importação do projetor, vindo da Bélgica, o equipamento acabou preso na alfândega. Até fevereiro, o espaço deve ser integrado à programação audiovisual.

Sala Paulo Emilio Centro Cultural

PraCegoVer: Sala Paulo Emílio no Centro Cultural: equipada para exibir filmes, aguarda chegada do projetor (Foto: João Mussolin)

Depois de passar pela maior reforma desde a fundação do Centro Cultural, há trinta anos, as duas salas receberam também novos equipamentos de projeção e áudio. Segundo o curador Célio Franceschet, a ideia é que em 2013, elas passem a fazer parte, definitivamente, do circuito alternativo de cinema da cidade, com uma programação que vai oferecer ao público uma mescla de filmes brasileiros com nomes estrangeiros contemporâneos, a exemplo do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn (Drive), que deve ganhar uma retrospectiva em breve. Também estão previstas sessões com o recurso de audiodescrição para deficientes visuais.

Centro Cultural: REFORMAS

Não foram somente as salas Lima Barreto e Paulo Emílio que ficaram fechadas para reforma em 2012. Como as áreas comuns ainda não passaram por mudanças, quem passa pelo Centro Cultural pode achar que pouco foi feito durante as obras que minguaram a programação do lugar por quase um ano. Porém, basta entrar nos espaços dedicados a espetáculos para mudar de opinião: praticamente novas, e com equipamentos novos em folha, as salas recebem os últimos ajustes para abrigar peças de teatro e shows musicais.

Sala Jardel Filho Centro Cultural

PraCegoVer: Sala Jardel Filho, do Centro Cultural São Paulo: reforma teve por objetivo resolver os problemas acústicos (Foto: João Mussolin)

O teatro Jardel Filho, por exemplo, teve todos seus equipamentos renovados, inclusive as mesas de som e luz da cabine. A mudança mais importante, no entanto, é o tratamento acústico dado à sala, que deve resolver o seu principal problema: durante as peças de teatro, era possível ouvir vozes, passos e até o barulho do metrô, entre outros ruídos externos ao espaço. O mesmo aconteceu com a sala Adoniran Barbosa, reservada a shows, que além das melhorias, ganhou dois pianos japoneses idênticos. "Além da Sala São Paulo, seremos a única sala de espetáculos da cidade equipada para uma performance perfeita de duos", orgulha-se o diretor do Centro Cultural, Ricardo Resende.

Sala Adoniran Barbosa Centro Cultural

PraCegoVer: Sala Adoniran Barbosa antes da reforma: shows disputados (Foto: João Mussolin)

Orçada em cerca de 10 milhões de reais, a reforma do Centro Cultural, no entanto, ainda não acabou. Segundo Resende, as obras continuam até o fim do ano, mas desta vez, sem grande prejuízo ao público, que poderá contar com programação a ser anunciada em breve. Além das áreas comuns, que serão revitalizadas, estão previstas obras nos espaços das bibliotecas e também no porão. Subaproveitado, o espaço no subsolo que abriga a sala Ademar Guerra vai ganhar um novo espaço cênico, que poderá ser usado para ensaios ou mesmo apresentações e uma reserva técnica onde ficará parte do acervo. Também fechado há alguns meses, o restaurante reabre em fevereiro sob nova direção com três serviços diferentes: lanchonete, self-service e pratos à la carte.

Fonte: VEJA SÃO PAULO

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